Polícia

MPF diz que Cesare Battisti tem ‘plano para fugir’ e pede prisão preventiva

O MPF-MS (Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul) pediu novamente a prisão preventiva do italiano Cesare Battisti, que corre o risco de ser extraditado pelo governo de Michel Temer. O MPF aponta risco de fuga do ex-guerrilheiro. De acordo com a Procuradoria da República, citada pelo “Estadão Conteúdo”, Battisti possui um “plano” para […]

Diego Alves Publicado em 07/05/2018, às 21h32 - Atualizado em 08/05/2018, às 09h34

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O MPF-MS (Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul) pediu novamente a prisão preventiva do italiano Cesare Battisti, que corre o risco de ser extraditado pelo governo de Michel Temer. O MPF aponta risco de fuga do ex-guerrilheiro.

De acordo com a Procuradoria da República, citada pelo “Estadão Conteúdo”, Battisti possui um “plano” para fugir e teria até feito procuração bancária em nome de uma pessoa que mora junto com ele, em Cananéia, no litoral sul de São Paulo.

Battisti é réu no Brasil por falsidade ideológica e evasão de divisas, em dois processos diferentes, e chegou a usar tornozeleira eletrônica, mas a medida cautelar foi retirada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 24 de abril.

O italiano foi preso em Corumbá, cidade a 440 quilômetros de Campo Grande, em outubro do ano passado.

O pedido de prisão preventiva baseia-se em uma “denúncia anônima de um plano de fuga” e chegou a ser rejeitado em primeira instância pelo juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara Federal Criminal de Campo Grande, mas agora tramita no Tribunal Regional Federal da Terceira Região (TRF-3).

“Foi possível recolher pelo menos um elemento indicativo de que Cesare Battisti pode ausentar-se da localidade onde reside. A lavratura de uma procuração bancária (em favor de Magno de Carvalho Costa, pessoa que mora no mesmo endereço de Cesare Battisti) é providência preparatória congruente a quem pretende se ausentar da localidade onde reside”, afirmou o procurador Julio Pettengill Neto.

Ainda de acordo com o “Estadão Conteúdo”, o advogado de Battisti, Igor Tamasauskas, disse que essa “elucubração do Ministério Público demonstra o açodamento com que estão lidando com o caso”. “O que seria um simples ato de resolver burocracia bancária – um cartão bloqueado -, para Battisti vira sinônimo de fuga. Ainda bem que o Judiciário está atento para não cometer injustiças”, declarou.

Ansa

Jornal Midiamax