Polícia

Testemunha no caso Kauan será ouvida em Naviraí por videoconferência

Depoimento especial será tomado no dia 30  

Midiamax Publicado em 13/12/2017, às 21h52

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Depoimento especial será tomado no dia 30  

A segunda audiência caso Kauan já tem data para acontecer e o juiz Marcelo Ivo de Oliveira da 7ª Vara Criminal de Campo Grande deve ouvir uma vítima de Naviraí, a 359 km de Campo Grande, por videoconferência. A primeira oitiva do caso, ocorre nesta quarta-feira (13), no Fórum da Capital a portas fechadas.

Ficou programado para hoje, as oitivas das testemunhas de defesa, de acusação e o réu. Crianças e adolescentes que também podem ter sido vítimas de estupro do acusado são ouvidas em sala especial por psicóloga, neste caso, os depoimentos são transmitidos por videoconferência ao magistrado.

No total, foram expedidos 20 mandados e, se houver tempo, o réu será ouvido ainda nesta quarta-feira. Entre crianças e adolescentes intimadas, 9 vítimas serão ouvidas, entretanto apenas 7 compareceram ao fórum para a primeira audiência. Os menores, estão sendo ouvidos em sala especial no segundo andar do Fórum.

O réu, está em uma no Fórum, mas não acompanha os depoimentos para que não haja constrangimento por parte das testemunhas.

O advogado de defesa do acusado, Alessandro Faria, afirmou que seu cliente continua negando o crime. Segundo Faria, o acusado declara que chegou em casa às 2h da madrugada no dia do crime. Que conheceu os meninos na feira onde tinha banca e que constantemente as crianças passavam na casa dele para pedir dinheiro.

A defesa tentou adiar a acusação de estupro e assassinato de Kauan por não haver materialidade e, assim, não configurar crime, já que o corpo do garoto não foi encontrado. Entretanto o juiz aceitou a denúncia do promotor.

O próximo passo da defesa será analisar os depoimentos das testemunhas e vítimas e espera que os depoimentos se confirmem. “Se fosse para levar em consideração, do primeiro depoimento ao último, o professor estaria solto. As crianças foram ouvidas de 3 a 4 vezes e em nenhuma vez o depoimento se repetiu”, diz o advogado.

O juiz falou com a imprensa e e explicou que “como a vítima está desaparecida” o que vai ser levado em consideração são depoimentos das outras vítimas e das testemunhas, que serão ouvidas, e o resultado de um laudo de um exame de DNA do provável pai de Kauan. Assista entrevista com o juiz.

Relembre o caso

Kauan desapareceu da casa da família, no Aero Rancho, no dia 25 de junho. O menino cuidava carros na região quando foi visto pela última vez. A família registrou boletim de ocorrência e as investigações foram realizadas pela Depca. Foram mais de 20 dias sem notícias até o último sábado (22), quando o caso foi esclarecido.

Durante as investigações do desaparecimento, um adolescente de 14 anos acabou apreendido por envolvimento no crime. Ele relatou à polícia que atraiu Kauan na noite do dia 25 de junho para a casa. A criança teria falecido enquanto era violentada.

Com Kauan inconsciente, não se sabe ainda se desmaiado ou já sem vida, os suspeitos colocaram o corpo do menino em saco plástico e ‘desovaram’ no Córrego Anhanduí, por volta da 1 hora do dia 26 de junho.

Testemunha no caso Kauan será ouvida em Naviraí por videoconferência

Sobre o local onde o corpo foi deixado, segundo a autoridade policial, o adolescente apresentou contradição. Ele afirma que entrou no carro do suspeito, com o corpo no porta-malas, mas que não desceu do veículo para jogar o menino. O criminoso teria ido sozinho às margens do córrego e permanecido por aproximadamente 30 minutos.

Durante todo o dia 22 de julho, a polícia e o Corpo de Bombeiros fizeram buscas pelo corpo de Kauan no Córrego Anhanduí. Apenas um saco de lixo com fios de cabelo foi encontrado.

Uma amiga da família de Kauan contou a equipe do Midiamax que ele era ‘fissurado’ por pipas e que suspeita que isso pode ter sido usado pelo suspeito para atrair o menino. “Ele colecionava pipas, chegava a esconder a pipa em cima da casa para os irmãos não estragarem”. O homem já teve a prisão preventiva decretada por estupro de vulnerável e exploração sexual.

Jornal Midiamax