Polícia

Suspeito de aliciar crianças em residencial, locutor tem apartamento depredado

Homem de 49 anos nega as acusações e culpa porteiro por mal entendido

Guilherme Cavalcante Publicado em 04/06/2017, às 12h53

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Homem de 49 anos nega as acusações e culpa porteiro por mal entendido

Um homem de 49 anos teve o apartamente invadido e objetos pessoais depredados após moradores do Residencial Canguru tentarem agredi-lo. Ele foi acusado pelo vizinhos de tentar aliciar crianças do residencial, presenteando-as com doces e fotografando-as. O homem nega as acusações.

A confusão ocorreu na tarde do sábado (3), quando o porteiro do residencial teria alertado moradores de que o homem fotografava crianças, já que seu apartamento fica em frente a um playground. A partir disso, uma multidão teria se formado em frente ao domicílio do locutor, ameaçando-o de morte. Na sequência, moradores invadiram o apartamento, arrombando a porta em busca de agredir o morador. Lá, ameaçaram o morador de morte e depredaram móveis, quebraram janelas e extraviaram objetos.

Segundo relatou ao Jornal Midiamax, o homem trancou-se no quarto para escapar das agressões, utilizou uma cama como obstáculo e acionou a PM. Porém, mesmo com reforço policial, ele teve dificuldade de deixar o prédio, sendo encaminhados para à Deam (Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher), onde prestou esclarecimentos. O porteiro do prédio e sua esposa também foram encaminhados à Dean para depoimento.

Suspeito de aliciar crianças em residencial, locutor tem apartamento depredado

Na delegacia, ele também afirmou que as fotos que fez eram para um anúncio que iria fazer e destacou que a delegada titular da Deam vistoriou seu celular e confirmou que não havia imagens de crianças. Posteriormente, o homem foi conduzido à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro, onde registrou boletim de ocorrência relatando invasão a seu domicílio, depredação de seus pertences e roubo de seus equipamentos. Ele também declarou que ao tentar voltar ao apartamento, a porta já havia sido trocada e que a chave que lhe fora entregue por uma vizinha não abria o apartamento. Diante disso, ele aguarda escolta para conseguir voltar ao prédio e avaliar o dano material sofrido.

Vida destruída

Ao Jornal Midiamax, o morador afirmou que não pretende voltar a morar no residencial, já que se sente inseguro, e que se preocupa com o mal entendido, que pode “destruir sua vida”. Ele também contou que, em 2010, sofreu grave acidente e perdeu um dos braços, chegou até romper uma artéria do coração, e sofrendo de dor crônica desde então. Por isso, ele precisa tomar uma medicação e por ter passado a noite da delegacia, não conseguiu fazer uso do medicamento.

No sábado pela manhã, um boletim de ocorrência de ‘preservação de direitos’ chegou a ser registrado pelos moradores do residencial, na Deam, após o porteiro afirmar que o locutor distribuia doces às crianças. O morador relatou que se ele não tivesse se protegido no quarto, possivelmente teria morrido. “Quando eles entraram em casa eu cheguei a ser empurrado, se eu não tivesse corrido teriam me matado. Usei a cama para proteger a porta e liguei pra polícia. Eu ia morrer, mas tenho Deus na minha vida”, falou.

Ele também destacou que mora há pouco tempo, há menos de um mês, no apartamento, e que ainda não tem muito contato com os vizinhos, somento com os do mesmo bloco. Segundo o locutor, foram eles que tentaram conter os outros moradores que o acusavam de pedófilo. Ele também nega que qualquer criança ou adolescente tenha subido em seu apartamento.

“Não serve mais, para mim, morar naquele lugar. Talvez mude até de Estado. Vou entrar na Justiça, fazer alguma coisa para rescindir esse contrato. Enquanto isso, eu não tenho pra onde ir, talvez procure um abrigo da Prefeitura, mas não tem condições de eu voltar pra lá. Destruíram todas as minhas coisas, e eu não sei se meus equipamentos de trabalho estão lá, se foram destruídos ou roubados”, declarou, dizendo que mesmo quando saiu do apartamento, sua casa voltou a ser invadida.

O morador também afirmou que pretende processar o condomínio, o porteiro e a esposa dele, que teriam instigado os moradores a iniciarem a violência.

Um vídeo circula em grupos de WhatsApp mostrando as ameaças de moradores. Confira:

Jornal Midiamax