Polícia

Sindicatos pedem investigação sobre suposto excesso de PM que matou policial civil

Testemunhas disseram que vítima não oferecia risco aos passageiros 

Midiamax Publicado em 14/08/2017, às 19h46

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Testemunhas disseram que vítima não oferecia risco aos passageiros 

O Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul) e o Sinpap (Sindicato dos Papiloscopistas e Peritos Oficiais de Campo Grande) se manifestaram, nesta segunda-feira (14), acerca do homicídio do agente Jones Regiori Borges, na madrugada de ontem, domingo (13), em Naviraí, distante 366 quilômetros de Campo Grande. As entidades cobram apuração com relação a excesso praticado pelo policial militar Vagner Nunes Pereira, de 30 anos.

O perito papiloscopista era lotado no Posto de Identificação de Naviraí, a 359 km de Campo Grande. As primeiras informações que chegaram ao conhecimento dos sindicatos, em relação ao ocorrido, davam conta de que o papiloscopista estava em um ônibus de viagem, que fazia o itinerário Naviraí/Campo Grande e, dentre os passageiros, estava um policial militar.

Mesmo que as notícias divulgadas por diversos veículos de comunicação relatem que a vítima poderia, em tese, ter iniciado a contenda, ainda não se sabe exatamente o que de fato aconteceu para que o PM sacasse uma arma e disparasse tiros contra o perito.

Diante disso, e conforme nota, o Sinpol e o Sinpap exigirão a apuração das investigações para que esta situação seja corretamente esclarecida, especialmente na questão do excesso na suposta ação de defesa do Policial Militar.

Testemunhas

Testemunhas disseram à polícia que embora estivesse alterado e “dando trabalho”, o policial não oferecia risco aos passageiros do ônibus em que estava quando foi morto com três tiros, efetuados pelo cabo da Polícia Militar.

Sindicatos pedem investigação sobre suposto excesso de PM que matou policial civil

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