Polícia

Sejusp nega ‘guerra’ entre as facções PCC e CV nos presídios de MS

Secretaria admite que líderes ficam em pavilhões diferentes  

Celso Bejarano Publicado em 06/01/2017, às 15h42

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Secretaria admite que líderes ficam em pavilhões diferentes

A assessoria de imprensa do chefe da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), José Carlos Barbosa, que está de férias, emitiu uma nota ao Jornal Midiamax dizendo que “não há guerra nos presídios, o que existe são membros de facções diferentes em raios separados”.

A resposta atende questionamento do jornal acerca de reportagem publicada nesta manhã, que diz que a “Ordem dentro dos presídios de Mato Grosso do Sul é a de exterminar líderes e membros do PCC”.

A sigla em questão, Partido do Comandado da Capital, é uma organização criada por presos, em 1993, em São Paulo.

O PCC, segundo autoridades brasileiras, tornou-se a principal organização criminosa do país. De dentro dos presídios, integrantes do grupo determinam ações delituosas como sequestro, assalto e assassinato.

A reportagem cita que lideres do CV (Comando Vermelho), também organização criminosa com mobilização igual ao do PCC, estão determinados a matar líderes de membros do PCC abrigados em presídios de MS. Os dois grupos estariam em guerra.

De acordo com a assessoria do secretário da Sejusp, o “objeto deixado pelo Drone, em Dourados [dentro do presídio] poderia ser droga ou telefones, que foram apreendidos durante a operação pente fino, além da apreensão de armas brancas”.

A resposta tem a ver com assunto narrado na reportagem que conta sobre a briga de integrantes do PCC e do CV, no presídio de Dourados. Na terça-feira passada (3) um Drone – material controlado remotamente – aterrissou e saiu do presídio sem ser capturado ou abatido pela segurança do estabelecimento penal.

O Drone deixou um material não identificado que foi pego por um encarcerado que seria ligado aos líderes do PCC.

Ainda segundo o comunicado da Sejusp, “o risco de embate é minimizado com ações rotineiras de segurança adotadas pela Agepen”, a agência do governo estadual que cuida dos presídios.

“A Sejusp conta em casos necessários o apoio das forças policiais, como Bope e Batalhão de Choque, além de outras que podem ser acionadas em casos especiais”, finaliza a nota da secretaria.

Jornal Midiamax