Polícia

Sargento da PM preso em serviço por ameaça recebe liberdade provisória

Ele estava preso desde sexta-feira

Tatiana Marin Publicado em 02/10/2017, às 00h18

None

Ele estava preso desde sexta-feira

O sargento do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Éder Queiroz Gomes, de 35 anos, que foi preso em flagrante por ameaça, recebeu liberdade provisória sem fiança na noite deste domingo (01). A apreensão do oficial foi realizada pela Corregedoria da PM na sexta-feira (29) enquanto estava de serviço, supostamente orientando um empresário após desentendimentos acerca de um acidente de trânsito. 

Conforme o que a reportagem do Jornal Midiamax havia apurado, a defesa do sargento já havia entrado com pedido de liberdade para o sargento. 

A defesa alega, pedido de Habeas Corpus, que o sargento “não proferiu ameaça contra o civil, contudo, foi preso e encaminhado ao Presídio Militar Estadual”. Ainda defendeu a ausência de “requisitos da prisão preventiva, bem
como que o CPPM lhe garante a liberdade provisória”, cita parte da decisão.

O juiz acolheu o argumento da defesa e expediu o alvará de soltura. 

Sargento da PM preso em serviço por ameaça recebe liberdade provisória



Entenda o caso

Tudo começou com um acidente de trânsito, acontecido na última sexta-feira (29), sem vítimas e poucos danos, entre o empresário Franklin Nunes Martins, de 26 anos e o comerciante Eraldo Gomes Patrício Júnior, de 27 anos. Não há informações sobre a dinâmica da colisão, já que não foi registrado boletim de ocorrência porque ambos teriam concordado em combinarem o conserto por WhatsApp.

Entretanto houve desentendimento e troca de ameaças entre os dois. Segundo áudios enviados por amigos do sargento preso, Franklin diz que Eraldo o convenceu de não chamar o Juizado do Trânsito e pede que ele pague pelo conserto de sua moto. Ainda, ele diz que Eraldo deve se mudar de bairro, senão seu carro iria “virar peneira”. Franklin ainda afirma que tem parentesco com um Coronel da PM.

Eraldo teria solicitado ajuda ao amigo, sargento do Choque, que foi até ao local de trabalho de Franklin. Integrantes da tropa de Choque afirmam que ele teria ido ao estabelecimento apenas para orientar o empresário, enquanto estava de serviço e com viatura.

Segundo o tenente do Choque que conversou com o Jornal Midiamax, a tropa acredita que o empresário teria conversado com um coronel da Polícia Militar, que seria parente dele, alertando sobre a confusão, e teria sido orientado sobre o caso.

Ainda conforme o relato do tenente, quando o sargento chegou, o empresário teria ligado para tal coronel e 15 minutos depois uma viatura chegou ao local para efetuar a prisão do sargento, em flagrante. Segundo o próprio oficial do Choque, uma ocorrência em Campo Grande estaria demorando de 30 a 40 minutos para chegar ao local.

Jornal Midiamax