Polícia

Porta-voz de secretários, titular de MS defende Forças Armadas nos presídios

Ele participou de reunião com ministro da Justiça

Midiamax Publicado em 17/01/2017, às 20h50

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Ele participou de reunião com ministro da Justiça

O secretário de Justiça e Segurança Pública do Estado, José Carlos Barbosa, foi nomeado como porta-voz da região Centro-Oeste durante os debates de implementação do Plano Nacional de Segurança, nesta terça-feira (17), em Brasília e defendeu a intervenção das Forças Armadas nos presídios de Mato Grosso do Sul, também aprovada nesta tarde.

A decisão foi tomada na reunião promovida pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que convocou todos os secretários estaduais de segurança pública do país.

A partir de agora, Barbosinha e outros quatro secretários irão representar cada região brasileira durante as discussões com ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. “Vou ajudar na formação do Plano Nacional de Segurança e serei porta-voz dos outros estados do centro-oeste nessa questão”, explicou o secretário.

Segundo secretário, entre os pontos discutidos até agora, está à presença das Forças Armadas dentro dos presídios do país, em uma tentativa de controlar a atual crise carcerária, instalada pelas guerras entre organizações, cujos embates já provocaram a morte de ao menos 130 encarcerados.

Os casos foram registrados em cinco estados, Minas Gerais, Paraná, Manaus, Roraima e Rio Grande do Norte. Em Mato Grosso do Sul, a ordem para ‘estourar a cadeia’ já teria sido emitida pela cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital) e envolveria também a invasão de outras unidades de Campo Grande.

Por esse motivo, e também pela atual situação da fronteira do Estado, Barbosinha afirmou a necessidade de equipes das Forças Armadas em MS. Segundo ele a decisão deve partir do Governo do Estado, mas que seu posicionamento como secretário de Justiça e Segurança Pública é favorável ao pedido de ajuda. “Ainda sou da opinião que a fronteira precisa da participação da União”, lembrou.

Ainda conforme o secretário, ele e os representantes dos outros estados devem voltar a se reunir com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, nesta terça-feira para discutir o repasse de verba para a segurança. Segundo ele, a intenção é ‘brigar’ por uma destinação fixa do Governo Federal para o setor da segurança, como hoje acontece com a saúde e a educação. “Queremos garantir de forma legislativa essa destinação”.

Repasse

Entre os benefícios já garantidos para o Estado, o secretário citou a liberação de R$ 54 milhões para a construção de três presídios em Mato Grosso do Sul. Mas, conforme Barbosinha, o repasse não é suficiente para isso e a administração estuda a construção de um único presídio e com o restante do investimento, a ampliação das unidades já existentes.

“Construir um presídio vale mais de R$ 31 milhões. Com esse valor não conseguimos fazer três. A intenção é construir um presídio modular e com o restante ampliar os outros”, explicou. Além disso, o secretário garantiu que R$ 10 milhões podem ser liberados ainda nesta terça-feira para investimento em tornozeleiras em MS.

O repasse dessa verba também foi aprovado na reunião. Serão 295,4 milhões para os Estados, sendo R$ 147,6 milhões para a aquisição de bloqueadores de celular, R$ 70,5 milhões para scanners e R$ 77,5 milhões para tornozeleiras.

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