Polícia

Por falta de provas, Justiça mandar soltar dois presos por morte de Mayara

Dupla está presa há 22 dias

Midiamax Publicado em 15/08/2017, às 20h08

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Dupla está presa há 22 dias

O juiz Wilson Leite Correia, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, arquivou a acusação por tráfico de drogas contra Ronaldo da Silva Olmedo, o Cachorrão, e determinou sua soltura. Na mesma decisão, publicada nesta terça-feira (15), determinou que o pedreiro Anderson Sanches Pereira, denunciado por receptação responda pelo crime em liberdade. Dupla, presa por suposto envolvimento na morte da musicista Mayara Amaral, aguarda expedição dos mandados e deve ser solta em até dois dias.

O advogado Paulo Estevão Ferreira, que defende Ronaldo, ressalta que foram 22 dias de prisão. Segundo ele, desde o inquérito policial a participação na morte já havia sido descartada. “Ele está saindo da prisão sem nenhuma acusação, está tudo arquivado”, disse.

Diante da decisão do juiz, Ilton Hasimoto, advogado que defende o pedreiro Anderson Sanches, relembra que a delegada Gabriela Stainle já havia recomendado a liberdade provisória, que foi descartada pelo promotor Clóvis Amauri Smaniotto, da 17ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

“O juiz entendeu que se trata de um crime de menor potencial ofensivo e que o Anderson já é acompanhado por um advogado”, explicou a defesa.

O magistrado aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual contra o músico, baterista, Luís Alberto Bastos Barbosa, de 29 anos, por latrocínio (roubo seguido de morte) duplamente qualificado, motivado por motivo torpe e uma prerrogativa da Lei Maria da Penha – já que eles mantinham um relacionamento.

O trio suspeito de envolvimento na morte da musicista teve a prisão preventiva decreta no dia 27 de julho, pelo juiz Ricardo Galbati.

Por falta de provas, Justiça mandar soltar dois presos por morte de Mayara

Denúncia

O promotor Clóvis Amauri Smaniotto, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, concordou com o inquérito da Polícia Civil que investigou a morte da musicista Mayara Amaral, de 27 anos, e denunciou o músico Luís Alberto Bastos Barbosa, 29 anos, por latrocínio e ocultação de cadáver, ambos duplamente qualificados.

Smaniotto também havia pedido o arquivamento da denúncia de tráfico de drogas e recomendado a soltura imediata de Ronaldo. O promotor havia sido contra a liberdade de Anderson.

Crime

Mayara foi morta a marteladas, e segundo um dos suspeitos, também foi esganada. Luís Alberto Bastos Barbosa de 29 anos, Ronaldo da Silva Olmedo, de 30 anos, o “Cachorrão”, e Anderson Sanches Pereira, 31 anos, foram presos em flagrante pelo crime, na quarta-feira, 26 de julho.

Em depoimento, Luís afirmou que o responsável por matar a musicista foi Ronaldo. Na versão dele, os três haviam combinado de ir ao motel juntos e foi Mayara quem buscou ele e o comparsa em seu veículo, um Gol modelo 1992.

Para entrar no local, ‘Cachorrão’ teria se escondido no banco de trás. Dias após o crime, a defesa de Luís passou a afirmar que ele queria mudar a versão dos depoimentos e contar que assassinou Mayara durante uma briga e, que estava sozinho no local do crime.

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