Polícia

Polícia identifica suspeitos de pichação com alusão ao PCC em Anhanduí

Comandante diz que, a princípio, caso não tem relação com facção

Midiamax Publicado em 27/01/2017, às 19h35

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Comandante diz que, a princípio, caso não tem relação com facção

Os moradores do distrito de Anhanduí, em Campo Grande, estão alarmados com pichações que fazem menção à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Dois prédios apareceram com a sigla 'PCC' e outro deles tem escrito na parede 'PCC, tudo nosso, respeita nois' e '1533'- número que designa o P, 15ª letra do alfabeto, e o C, 3ª do alfabeto -. Comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar de Campo Grande, o tenente-coronel, Emérson de Almeida Vicente, explica que o setor de inteligência do batalhão já identifica suspeitos – nenhum deles, no entanto, confirmados -, e acredita que, a princípio, as pichações não tem relação com atividade da facçção em Anhanduí.

"Desde ontem mandamos a equipe do serviço de inteligência para o local, a gente conseguiu cadastrar lá algumas pessoas suspeitas. Em cima dessas pessoas cadastradas a gente começou a desenvolver algumas atividades e hoje estamos com equipes no local, e já tem um mandado de prisão que foi cumprido, não relacionado ao fato, mas da operação, como resultado. Entre as pessoas que estamos cadastrando, algumas já tem passagem por algum crime e estamos fazendo levantamento se há ligação ou não com o fato", explicou o tenente-coronel.

O comandante explica que, a princípio, não há como relacionar as pichações com atividades da facção na região, informação que só será confirmada ao final do trabalho de inteligência da polícia. O tenente-coronel Almeida relata que o levantamento integra o serviço de inteligência e prevenção da PM. De acordo com ele, como o distrito é pequeno, as movimentações, novos moradores e atividades que levantem suspeitas para crimes, são monitoradas constantemente.

"É uma coisa isolada que ainda a gente não tem um elemento pra falar que foi um vandalismo, ou realmente alguém que é vinculado a uma faccção criminosa mesmo e quis fazer sua propaganda. A gente ainda não pode dar esse parecer. A priori não [relacionado a atividades do PCC], por isso que estamos fazendo esse levantamento para substanciar o nosso policiamento no local", complementou.

Polícia nega aumento de crimes

Outra questão esclarecida pelo comandante é o suposto aumento de crimes no local. O tenente-coronel explica que as notícias circulam rápido no distrito, e que os boatos podem provocar a perpetuação de informações que não são verdadeiras. Ele declara que não há aumento de ocorrências em Anhanduí.

"Não procede [aumento de crimes]. É que a cidade, quando tem algo que foge da normalidade, é natural do cidadão: ele fala está ruim ou que ouviu falar que teve e começa 'a aumentar a demanda'. Mas nós não temos nenhum índice de roubo. Pelo contrário, a gente está com uma prevenção direto lá, tivemos algumas situações sazonais que são corrências isoladas, a exemplo de um latrocínio, que em um local pequeno, acaba chamando a atenção. No dia a dia as equipes estão trabalhando lá e o índice é muito baixo de demanda de ocorrência para a polícia militar", afirma ele.

"A população pode ficar tranquila porque estamos com a atenção redobrada na região, independente se possa ter sido simplesmente uma pichação que aproveitou do momento. Mas como é um distrito muito pequeno e a notícia corre muito rápido a gente está orientando a população que o reforço de policiamento está no local, não tem nada de ameaça ou algo concreto na região, pro comerciante, ou pros moradores", alerta o comandante.

Jornal Midiamax