Exame vai comprovar se tiro saiu de arma apresentada 

O delegado Weber Luciano de Medeiros, responsável pelo inquérito que apura a morte do  oficial da reserva da Polícia Militar João Miguel Além Rocha, de 50 anos, morto a tiros pelo sargento César Diniz da Silva, de 43 anos, no dia 1º de julho, em , aguarda laudo balístico para concluir as investigações. Com o documento, a polícia quer comprovar se o tiro que atingiu João Miguel realmente partiu da arma apresentada por César. 

“Todas as providências já foram tomadas, estamos na fase final do inquérito. Vamos aguardar o laudo da perícia para saber se a bala realmente saiu da arma apresentada e então, encaminharemos os documentos para a Justiça”, explica o delegado. Ainda segundo ele, não há prazo para que o laudo fique pronto. 

Além de responder inquérito na Polícia Civil, César Diniz enfrenta investigação instaurada pela Corregedoria da Polícia Militar. De acordo com o comando, o prazo de 60 dias para conclusão da apuração ainda está em curso e só então a PM deve se manifestar sobre o caso e anunciar as providências a serem tomadas.Polícia aguarda laudo para concluir inquérito da morte de tenente

Conforme o delegado Weber, o militar será indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

Entenda o crime

Diniz é apontado como o responsável pelos disparos que mataram o tenente aposentado João Miguel Além Rocha e feriram um menino de 18 anos, na tarde de sábado, em frente a uma oficina mecânica do Nova Lima.

Segundo o boletim de ocorrência tudo começou com a negociação de um Nissan Sentra que pertencia a João Miguel. O policial aposentado teria trocado o veículo por um terreno com um conhecido, mas o comprador não teria feito o pagamento. Em vez disso, o homem teria revendido o carro em agosto do ano passado para o sargento Diniz.

Para a polícia, parentes do tenente afirmaram que a algum tempo ele tentava recuperar o veículo e no sábado ligou avisando que estava indo buscá-lo. Na oficina, o sargento teria impedido ele de levar o Sentra, os dois teriam discutido e o militar aposentado teria dado um tapa na cara de Diniz.

Foi nesse momento que os disparos teriam acontecido. Testemunhas contaram que após a agressão os dois se afastaram com as mãos na cintura, sacaram as armas e trocaram tiros. O tenente morreu em frente ao estabelecimento e quatro perfurações foram encontradas em seu corpo, uma delas na nuca.

Além de João Miguel, um menino de 18 anos também foi atingido pelos disparos. Em depoimento, o irmão do rapaz contou que eles passavam pela rua quando viram três homens discutindo e resolveram parar para gravar a confusão. Os tiros então começaram e os meninos fugiram, mas a vítima acabou ferida por um dos disparos.

A testemunha contou ainda que era o sargento Diniz que estava de frente para eles e por isso agredida que o tiro que atingiu o irmão saiu da arma dele. Um amigo de João Miguel, que estava com ele no momento, afirmou que oficial da reserva correu para dentro da oficina para de abrigar dos tiros, foi perseguido pelo suspeito e ainda agredido com um chute.

O revólver que estava com a vítima foi apreendido e segundo a polícia possuía cinco munições deflagradas. Na carteira da vítima os investigadores ainda encontraram um recibo de compra do Nissan Sentra em nome de João Miguel datado no mês de junho do ano passado. Além disso, a polícia conta com as imagens feitas pelos irmãos para esclarecer os fatos.