Polícia

PF cumpre mandado de prisão em MS durante operação contra assaltos a bancos

Ao todo 20 agências foram explodidas

Ana Paula Chuva Publicado em 30/11/2017, às 20h37

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Ao todo 20 agências foram explodidas

Em operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (30), a PF (Policia Federal) do Paraná cumpriu um mandado de prisão na cidade de Nova Andradina, município a 297 quilômetros da Capital. A operação Miguelito tem como objetivo desarticular organizações criminosas especializadas em explosões de agências bancárias.

De acordo com as informações, foram cerca de 100 policiais cumpriram 35 mandados judiciais. Desses 10 foram de prisãp preventiva, 5 de prisão temporária, 2 de condução coercitiva e 18 de busca e apreensão.

Além de Nova Andradina, no Mato Grosso do Sul, outras seis cidades de outros dois estados fizeram parte da investigação. No Paraná os municípios são Londrina, Cambé, Arapongas e Curitiba. Em São Paulo, foram Sandovalina e Euclides da Cunha Paulista.

Ao todo foram 20 agências atingidas em São Paulo e no Paraná, segundo a PF.  As investigações realizadas nos últimos 18 meses, descobriram pelo menos dois grupos resposáveis por ataques em agências bancárias, nas cidades de Marialva, Mandaguaçu, Terra Rica – atacada duas vezes -, Porecatu, Itambé e Barbosa Ferraz, no Paraná.

No estado de São Paulo, os ataques aconteceram nos municípios de Iepê, Pedrinhas Paulista e Cruzália.PF cumpre mandado de prisão em MS durante operação contra assaltos a bancos

Os criminosos utilizavam para os ataques armas de grosso calibre, em sua maioria fuzis. Durante os crimes eram efetuados diversos disparos com o objetivo de causar terror na população das cidades pequenas.

Ainda conforme a PF, os autores realizavam disparos em direção ao destacamento policial para evitar qualquer tipo de repressão. Em alguns dos roubos houve a utilização de reféns como escudos humanos durante os confrontos ou durante as fugas.

Seis integrantes de um dos grupos foram mortos, em um confronto no dia 07 de abril na cidade de Alvorada do Sul, no Paraná. Eles estariam voltando do local do crime e ao fugirem pelas águas do Rio Paranapanema foram interceptados por Policiais Federais e teriam reagido à abordagem. Na ocasião foram apreendidos fuzis, pistolas, coletes balísticos, explosivos e valores subtraídos das agências atacadas.

A operação Miguelito tem como objetivo então, retirar de circulação os demais integrantes do grupo. Eles teriam, no mesmo dia, explodido agências em Cruzália, em São Paulo e em Itambé, no Paraná. Bem como do outro grupo, que tem base em Curitiba, e é responsável por ataques nas cidades de Marialva e Mandaguaçu, ambas no Paraná.

Os criminosos responderão pelos crimes de organização criminosa, roubo agravado, latrocínio (roubo seguido de morte) em sua forma tentada, porte de arma de fogo de calibre restrito e exposição a perigo mediante explosão. Se condenados poderão ter penas que podem passar dos 30 anos de prisão.

O nome MIGUELITO é referência aos instrumentos compostos de pregos retorcidos e espalhados pelas quadrilhas nas vias de fuga das ações para dificultar perseguições policiais.

Jornal Midiamax