Polícia

Na Capital, italiano Cesare Battisti coloca tornozeleira eletrônica

Ele foi preso em Corumbá no mês de outubro

Aliny Mary Dias Publicado em 19/12/2017, às 16h22

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Ele foi preso em Corumbá no mês de outubro

Já está no Patronato Penitenciário de Campo Grande o italiano Cesare Battisti. Depois de almoçar por volta das 13 horas em restaurante localizado ao lado do Patronato, Cesare colocará a tornozeleira para ser monitorado.

Condenado à prisão perpétua na Itália pelo crime de terrorismo, Battisti foi preso em Corumbá, distante 444 quilômetros da Capital, em outubro deste ano. Na época, ele tentava fugir para Bolívia com quantia em dinheiro em não declarado.

Assista ao vídeo.

Depois da detenção, Cesare conseguiu liberdade, no início deste mês, por determinação do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região). Para que continue solto, Battisti tinha até amanhã (20) como prazo final para colocação da tornozeleira.

Na mesma decisão, o juízo federal indeferiu o pedido para que o italiano colocasse a tornozeleira eletrônica na cidade de Cananéia (SP), local próximo onde mora atualmente. O monitoramento eletrônico foi umas das condições impostas pela 11ª Turma do TRF3 para revogar a prisão preventiva do acusado.

O italiano chegou ao Patronato por volta das 13h10 em um táxi depois de desembarcar no Aeroporto Internacional de Campo Grande. Antes de entrar no local, Cesare almoçou em companhia de um advogado em restaurante localizado ao lado do local e não quis falar com a imprensa. 

A colocação do aparelho durou cerca de 40 minutos e Cesare deixou o prédio do Patronado por volta das 14 horas, acompanhado do advogado. 

Condenado

Cesare, hoje aos 62 anos, foi condenado pela justiça italiana em 1987 por terrorismo, com restrição de luz solar, pelo suposto envolvimento em quatro homicídios, além de assaltos e outros delitos menores. É considerado terrorista pelo Estado italiano, embora o delito de terrorismo não seja tipificado na legislação italiana.

Depois da condenação, Battista, que também é ativista de extrema esquerda, integrante do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), viveu na França, país que negou, por duas vezes, pedidos de extradição feitos pela Itália. Pouco depois de 2004, o terrorista fugiu para o Brasil e o STF autorizou o procedimento em 2009.

Em razão da extradição ser autorizada apenas mediante decreto, em dezembro de 2009 o então presidente Lula (PT) decidiu pela não extradição de Cesare, que na época estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda. A soltura dele veio por meio de decisão do STF em junho de 2011. Desde então, ele vivia em liberdade no Brasil. 

Jornal Midiamax