Polícia

Laudos apontam que papiloscopista foi morto por PM com tiro nas costas

Reconstituição do caso deve ser feita essa semana 

Midiamax Publicado em 28/08/2017, às 15h28

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Reconstituição do caso deve ser feita essa semana 

Exames feitos pelo Imol (Instituto Médico e Odontológico Legal) constataram que o papiloscopista Jhones Gegiori Borges foi morto com três tiros, um deles nas costas. Com os laudos prontos, a Polícia Civil de Naviraí, a 359 quilômetros de Campo Grande, deve realizar a reconstituição do caso ainda nesta semana para entender, principalmente, a dinâmica dos tiros.

O crime aconteceu no dia 13 de agosto, após um desentendimento entre a vítima e o cabo da Polícia Militar da cidade, Vagner Nunes Pereira, autor confesso do homicídio. Desde o princípio as investigações da polícia tentam esclarecer as circunstâncias e se houve excesso na ação do policial militar.

Com os laudos na necropsia, foi comprovado o papiloscopista foi atingido por três tiros, um no ombro, outro no abdômen e o terceiro nas costas. “Ainda não sabemos se os tiros que o atingiu nas costas foi o último, ou o primeiro disparo”, explicou o delegado Eduardo Lucena, responsável pelas investigações.

É justamente para entender a dinâmica dos tiros, esclarecer pontos de discordância entre as testemunhas e ditar ‘quem teria visto de fato o crime, que uma reconstituição do caso deve ser feita ainda essa semana. “Já temos os laudos, ouvimos testemunhas, só falta a reconstituição”, afirmou o delegado.

Passageiros do ônibus relataram que o papiloscopista estava embriagado, mas não oferecia risco. Na versão do policial militar, os três disparos que mataram a vítima foram realizadas depois que ela fez menção de sacar uma arma. Para a polícia, por conta das circunstâncias apresentadas no local, Borges tentava na verdade pegar o distintivo.Laudos apontam que papiloscopista foi morto por PM com tiro nas costas

Lucena explica que se ficar comprovado excesso na reação do militar, Vagner pode ser indiciado por homicídio. Se afastada a hipótese, o inquérito será remetido à Justiça como legítima defesa.

O caso

Conforme apurado pela reportagem, os policiais viajavam para de Naviraí para a Capital quando a briga começou. O papiloscopista, lotado na Polícia Civil de Naviraí, apresentava sinais de embriaguez e estaria ‘incomodando’ os passageiros do ônibus, por conta disso, o cabo da Polícia Militar, teria interferido na situação.

Os dois discutiram e o militar teria dado voz de prisão ao policial civil. Sem saber que o suspeito era policial, Pereira percebeu que ele estava armado e tentava sacar o revólver, por isso reagiu. Foram efetuados três disparos e Borges morreu ainda no local. Os dois seriam lotados em Naviraí, mas não se conheciam.

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