Polícia

Juiz consegue vagas para adolescentes que mataram empresário afogado

Poderiam ficar apenas cinco dias na delegacia

Diego Alves Publicado em 21/06/2017, às 00h14

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Poderiam ficar apenas cinco dias na delegacia

O Juiz da Comarca de Anastácio, Luciano Beladelli, determinou a internação dos dois menores de 17 anos, envolvidos no latrocínio que vitimou o empresário Ronaldo Batista, 38,  em sua casa na Vila Maior em Anastácio,  a 134 quilômetros de Campo Grande, na madrugada desta segunda-feira (19). Caso não conseguisse as vagas, os menores poderiam ser soltos após cinco dias na delegacia. Juiz consegue vagas para adolescentes que mataram empresário afogado

A princípio os dois serão levados a uma UNEI (Unidade Educacional de Internação) localizado no oeste do estado, de acordo com o site JNE. O outro envolvido no crime, Walerson Ozório, 21 anos, já teve a sua prisão decretada. Os dois adolescentes provavelmente serão levados nesta quarta à Unei.

Da casa, os autores levaram um veículo Saveiro Cross. Em depoimento, Walerson e os menores confirmaram que Ronaldo foi morto por afogamento.

Eles amarraram braços e pernas e jogaram o comerciante na piscina. Para que a vítima não sobrevivesse, eles também amarraram um vaso de flor de 30 quilos em suas costas, para que o corpo permanecesse submerso.

A Polícia Civil trabalha com duas hipóteses sobre o latrocínio. Em uma delas, o veículo roubado da vítima foi encomendado e, na outra, teria sido tomado por dívida de droga. De acordo com o delegado Eder Oliveira Moraes, titular da delegacia de Aquidauana, em ambas versões, Walerson surge como mandante que teria oferecido R$ 5 mil aos menores.

O delegado contou que os dois adolescentes de 17 que eram conhecidos da vítima, e teriam participado de forma direta no assassinato. A dupla teria passado o dia na casa da vítima, em Anastácio, pois a conheciam há algum tempo. “Antes de pegar o carro, eles deram uma garrafada na cabeça de Ronaldo, depois o amarram e jogaram na piscina, usando o vaso de flor para afundar o corpo. Este foi o relato coeso dos dois sobre como o mataram”, disse.

Uma quarta pessoa, maior de idade e que sabe dirigir, foi até o imóvel e levou o automóvel de lá até onde mora Walerson, no Bairro Nova Aquidauana, em Aquidauana. Assustado com a repercussão da morte , Walerson abandonou o carro, nas imediações do lixão, perto da pista de motocross.

Jornal Midiamax