Polícia

‘História de vida limpa’: diretor da Agepen diz não ter medo de investigação

Gaeco cumpriu operação na sede da agência

Renata Portela Publicado em 27/01/2017, às 14h42

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Gaeco cumpriu operação na sede da agência

Após cumprimento mandados de busca e apreensão na Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul), o diretor-presidente Ailton Stropa se disse tranquilo e satisfeito. A Operação Girve apura a prática de peculato, falsidade documental e corrupção.

Equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) estiveram na sede da Agepen em Campo Grande, além de fazerem buscas em Aquidauana em Dourados. Segundo Stropa, o cofre aberto pelo Gaeco continha armas e o responsável está de férias. Como não tinha a chave, os agentes optaram por chamar um chaveiro.

“A ação é vista com satisfação. Eu respondo pela Agepen e assim como o governador e o secretário, sou transparente. Se algum servidor praticou um ato irregular, deve ser punido e a Agepen fornece toda colaboração com o Gaeco”, disse Stropa. Segundo o diretor-presidente, os oficiais fizeram buscas também no gabinete dele e de outros dois diretores.

De acordo com Stropa, ele mantém o gabinete destrancado, as pastas e o computador à disposição dos investigadores. “Não tenho receio, tenho uma história de vida limpa”, afirmou. Ele ainda revelou que os R$ 90 mil apreendidos não estavam nas casas dele onde o Gaeco cumpriu mandados, tanto em Campo Grande como em Dourados.

Além disso, o atual diretor-presidente disse que quando assumiu o cargo, fez uma série de levantamentos e reportou e fez denúncias e que não sabe se a investigação do MPE (Ministério Público Estadual) tem a ver com as denúncias feitas anteriormente por ele.

Operação Girve

Os alvos da operação são diretores da Agepen e os mandados foram cumpridos nas residências dos investigados e nos locais de trabalho. De acordo com informações da coordenadora do Gaeco, Cristiane Mourão, o objetivo da investigação é apurar ilegalidades cometidas durante a realização do curso de treinamento para intervenção rápida, contenção, vigilância e escolta do sistema penitenciário do Estado, para formação do grupo conhecido como Girve (Grupo de Intervenção Rápida, Contenção, Vigilância e Escolta).

Os investigados são o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa, além da DAP (Diretoria de Assistência Penitenciária), DEP (Chefia de Estabelecimentos Penais), DOP (Diretoria de Operações) e Chefia de Divisão de Trabalho. Na residência de um dos diretores, o nome não foi divulgado, foram apreendidos R$ 90 mil. Os celulares dos investigados foram apreendidos.

Operação Xadrez

Na segunda-feira (23), o Gaeco deflagrou a Operação Xadrez no presídio de Corumbá, onde dois diretores um do regime fechado e outro do semiaberto foram presos, além da condução do vereador Youssef Mohamed El Sala (PDT), para prestar depoimento.

A operação investigava a ‘facilitação da vida’ de presos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) permitindo a entrada de drogas nas unidades. Em troca recebiam dinheiro da facção.

Com foco no sistema prisional, foram cumpridos mandados dentro e fora do presídio de Corumbá. Ao todo foram 12 buscas e apreensões, nove mandados de prisão e uma condução coercitiva.

Jornal Midiamax