Polícia

Guerra de facções: família sepulta jovem decapitado e acha morte inexplicável

Corpo de jovem foi encontrado em aterro sanitário

Thatiana Melo Publicado em 05/10/2017, às 12h28

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Corpo de jovem foi encontrado em aterro sanitário

Dor misturada com indignação e falta de informações sobre o que poderia ter causado a morte cruel do jovem de 18 anos, Leoni da Silva Custódio, que foi encontrado decapitado e com o corpo carbonizado no aterro sanitário de Campo Grande, no último sábado (30).

Nesta quinta-feira (5) a família faz o sepultamento do jovem, que desapareceu na última quinta-feira (28), quando saiu da casa do pai e não retornou. “Meu filho não tinha rixas com ninguém, não tinha passagens pela polícia. Eu quero Justiça”, disse Reginaldo Custódio de 48 anos.

Ele prestou depoimento na tarde de quarta-feira (4), na 3º delegacia de Polícia Civil em Campo Grande na tentativa de esclarecer pontos sobre a morte do filho. “Até agora a polícia não me disse nada, eu quero saber quem fez isso”, fala.

Leoni estava há 15 dias na casa do pai a passeio. O jovem morava em Anastácio, onde cuidava de uma propriedade rural para Reginaldo.

O jovem pode ser a terceira vítima de guerra entre facções criminosas no Estado. No dia 16 de agosto, o corpo de Fernando Nascimento dos Santos, de 22 anos, foi encontrado decapitado enrolado em um cobertor no Jardim Los Angeles.Guerra de facções: família sepulta jovem decapitado e acha morte inexplicável

Em um vídeo que circulou na internet, o jovem pedia desculpa a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), em sequência ele aparece sendo degolado por um homem encapuzado. O corpo foi deixado pelos autores do crime nas margens de uma estrada vicinal, no Los Angeles. A vítima foi encontrada decapitada e desmembrada. Além disso, o homem teve o coração retirado do corpo.

Em fevereiro deste ano, Richard Alexandre Lianho, 25, foi executado e desovado na Cachoeira do Ceuzinho, em Campo Grande. O corpo foi encontrado com os braços parcialmente arrancados e um corte no pescoço. Depois do crime, os suspeitos divulgaram as imagens em redes sociais e o vídeo se espalhou.

Também em fevereiro, Leandro de Oliveira, de 26 anos, foi encontrado no aterro sanitário de Campo Grande, no Jardim Noroeste. Leandro seria um dos rapazes que participou da execução filmada de Richard Alexandre Lianho, de 25 anos, no dia 15 de fevereiro. O corpo foi encontrado carbonizado.

Desaparecimento e morte

Leoni desapareceu na última quinta-feira (28), quando saiu de casa e não retornou mais. O corpo foi encontrado no sábado (30), mas só ontem, terça-feira (3), é que os resultados de exames de DNA confirmaram a identidade do jovem.

Foi durante o registro de ocorrência de desaparecimento, na Polícia Civil, que o pai foi informado de que um corpo havia sido encontrado carbonizado no lixão. No Imol (Instituto Médico de Odontologia Legal), na segunda-feira (2), o pai chegou a reconhecer por fotos, a aliança que filho usava.

A família afirma que a vítima não tinha rixas e não suspeita de um responsável pelo crime. “Ele só ficava aqui perto, com amigos na esquina de casa. Foi tudo muito escondido, o corpo estava escondido. Não tem como saber. Queremos justiça”, disse.

Jornal Midiamax