Polícia

Dourados teme ataque à base da empresa de carro forte dinamitado

Polícia paraguaia fez alertas as autoridades brasileiras

Midiamax Publicado em 28/06/2017, às 17h53

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Polícia paraguaia fez alertas as autoridades brasileiras

Os moradores de um bairro residencial de Dourados estão preocupados com a possibilidade de um ataque de bandidos na base operacional da empresa Brinks, dona do carro forte dinamitado dia seis de junho na rodovia que liga Caarapó a Amambai.

A base funciona em um prédio no meio da quadra na Rua dos Caiuás onde trabalham dezenas de pessoas e o fluxo de carros fortes e outros veículos da empresa de segurança trafegam diariamente.

A menos de cem metros da empresa funcionam uma escola, um centro espírita e o Centro de Convivência e Geração de Renda da Pessoa com Deficiência “Dorcelina de Oliveira Folador”.

O temor dos moradores das casas próximas à base da Brinks começou depois do assalto ao carro forte e ficou mais latente depois que o Midiamax publicou na última quinta-feira (22) que a policia Paraguaia tinha enviando um comunicado às autoridades brasileiras informando sobre a organização de um grande assalto” por parte do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Mato Grosso do Sul mais precisamente numa agência do Banco do Brasil das cidades de Ponta Porã ou Dourados.

Como no assalto ao carro forte os bandidos além da dinamite utilizaram armas de grande potencial ofensivo enquanto que os vigilantes que estavam no caminhão portavam equipamentos inferiores. A maioria dos moradores consultados pelo Midiamax confirmou o medo de acontecer um ataque de bandidos.

Um mestre de obras que a exemplo dos demais moradores não quer se identificar afirmou que tem medo de ir trabalhar e deixar sua família em casa. “A gente nunca sabe o que poderá acontecer”, diz ele ao relatar que já tentou vender sua casa para mudar para outro bairro mas não encontrou comprador interessado pelo negócio.

O Midiamax entrou em contato com a empresa Brinks e através da empresa de assessoria de imprensa recebeu um comunicado oficial onde a empresa que tem mais de 150 anos de existência no mercado e funciona em dezenas de países em vários continentes afirmou que “todas as suas bases de operação possuem sistemas de segurança especialmente desenvolvidos para a prevenção de invasões”

No comunicado a Brinks explica que “esses recursos visam proteger a companhia de ações criminosas em todo o território nacional pelo tempo necessário para a atuação das forças policiais. Esclarece, ainda, que investe continuamente em treinamentos e busca sempre gerenciar os riscos inerentes da atividade que exerce”.

Nos últimos anos em vários estados brasileiros foram registrados ataques ousados de bandidos as bases operacionais de diversas empresas como a Protege e a própria Brinks onde aconteceram assaltados considerados “cinematográficos” que resultaram em explosões, destruições e o sumiço de grandes somas de dinheiro em “espécie”.

Jornal Midiamax