Polícia

Corrupção na Agepen garantiu regalias para presos e agentes, aponta investigação

Investigação do Gaeco durou seis meses

Midiamax Publicado em 10/05/2017, às 14h37

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Investigação do Gaeco durou seis meses

Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) investigou, durante seis meses, casos de corrupção que asseguravam regalias a presos e agentes penitenciários do presídio semiaberto masculino de Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande. 

Alvo da Operação Apanágio, nesta quarta-feira (10), ​o ex-diretor da unidade Rogélio Vasques Vieira foi preso preventivamente por decisão da 2º Vara Criminal do município, além de outros cinco agentes conduzidos a prestar depoimento coercitivamente.

Dentro da unidade, como apurou o Midiamax, haveria cobrança de propina para acesso dos detidos a benefícios ilegais, divergência em convênios e documentos sobre locais de trabalho.

No âmbito da operação também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão. Em nota a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) ressaltou que “apoia qualquer ação que preze pela transparência e lisura nas condutas de seus servidores”.

Apanágio, denominação do trabalho de suporte as investigações da 16ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de Dourados, consiste na concessão de privilégios a um grupo em detrimento dos demais.

Dispensa

Consta no Diário Oficial do Estado que Rogélio Vasques Vieira, único preso pelo Gaeco, deixou o cargo de diretor do presídio há dois dias. Ele mesmo solicitou o desligamento da função, que ocupava desde abril de 2015, sendo substituído por José Nicácio do Nascimento.

Rógelio teria sido preso na empresa Elion Segurança, especializada em monitoramento eletrônico e rastreamento de veículos, que extraoficialmente é de sua propriedade. Contra si pesam suposta participação em organização criminosa e peculato, utilizar cargo por vantagens.

Corrupção

​Desde janeiro, a Agepen foi alvo de outras duas operações do Gaeco que apuravam casos de associação criminosa, falsidade documental, peculato, corrupção ativa e passiva. Elas foram denominadas de Girve e Xadrez, em referência a curso de formação de agentes e presídio.

A Xadrez resultou na prisão temporária dos diretores dos presídios masculinos de regime fechado e semiaberto de Corumbá, Ricardo Wagner Lima do Nascimento e Doglas Novaes Vilas. Já a Girve no pedido de exoneração do diretor-presidente da agência Ailton Stroppa.

Assista momento em que agentes do Gaeco apreendem documentos:

Jornal Midiamax