Polícia

Agepen nega princípio de motim e alega que transferência foi preventiva

Cinco internas foram removidas 

Midiamax Publicado em 18/01/2017, às 21h04

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Cinco internas foram removidas 

Em nota a Agepen negou que tenha acontecido um princípio de motim no Estabelecimento Penal Feminino Irmã Zorzi na manhã desta quarta-feira (18), em Campo Grande. As transferências das cinco internas no começo desta tarde já estariam programadas e foi feita de forma preventiva, conforme o órgão.

As cinco presas seriam lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho e segundo a Agepen, foi providenciada, de maneira preventiva, com base em informações previamente analisadas pela direção do presídio.

Os policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar foram chamados apenas por segurança, caso houvesse reação por parte das outras internas durante a transferência das cinco presas, o que não aconteceu, conforme a nota. As mulheres foram levadas para presídios do interior, que não foram divulgados por segurança.

Informações apuradas pelo Midiamax, antes de serem removidas, as cinco internas foram isolada por conta da suspeita de que haveria conflito entre as duas facções dentro da unidade. No momento da transferência, presas as celas 5, 9, 10 e 13, passaram a bater nas grades e xingar, situação logo controlada. A capacidade do Presídio Feminino é de 231 internas, mas atualmente abriga 336 presas.

Confira nota na íntegra

A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informa que não houve motim ou qualquer tipo de alteração no Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, unidade de regime fechado de Campo Grande. Foi providenciada, de maneira preventiva, a transferência de cinco internas, consideradas lideranças negativas, com o objetivo de impedir conflito entre grupos rivais, com base em informações previamente analisadas.

Foi solicitado pela Agepen apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar para auxiliar na remoção das internas que seriam transferidas, no sentido de reforçar a segurança nos procedimentos, caso houvesse recusa por parte delas ou mesmo alteração por parte das companheiras do presídio. As cinco internas foram transferidas para unidades prisionais do interior do Estado. Todos os procedimentos ocorreram sem nenhuma alteração e a rotina no presídio segue normal, inclusive com a realização de entrega de pertences por familiares, como é feito todas as quartas-feiras no presídio.

Jornal Midiamax