Polícia

“A única alternativa que tive foi obedecer”, diz marido que viu mulher sendo assaltada

Crime aconteceu no Jardim Colibri 

Midiamax Publicado em 28/06/2017, às 11h38

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Crime aconteceu no Jardim Colibri 

“A única alternativa que tive foi obedecer a ordem dos bandidos”. Foi assim que o homem de 32 anos descreveu o momento em que presenciou a esposa de 29 anos ser rendida e assaltada em frente à casa em que eles moram no Jardim Colibri, em Campo Grande. O crime aconteceu na noite desta terça-feira (27) e o carro levado da família foi recuperado minutos depois.

Para a equipe do Jornal Midiamax, o morador, que vai ter a identidade preservada, contou que estava abrindo o portão da casa para a mulher entrar com o Volkswagen Fox que dirigia quando o assalto aconteceu. Ele viu os dois bandidos renderem a esposa e um deles colocar uma arma na cabeça dela.

“Mandaram a gente ficar quietos, que nada ia acontecer”, lembrou. Sem opção, o casal obedeceu às ordens da dupla e entregaram o veículo. Os bandidos fugiram e por instinto, o morador chegou a seguir os suspeitos de moto por algumas quadras, mas parou quando viu que eles entraram em ruas mais escuras.“A única alternativa que tive foi obedecer”, diz marido que viu mulher sendo assaltada

“Minha intenção era pegar a moto e ir para delegacia, mas agi por instinto”. O Fox foi encontro minutos depois pela polícia, em uma rua do Jardim Alves Pereira, com um dos pneus furado e sem o aparelho de som.

Esse não foi o único crime que aconteceu no bairro na noite desta terça-feira. Cerca de 20 minutos depois que a casal foi abordado, moradores da rua paralela a deles foram assaltados da mesma maneira, quando chegavam em casa.

Desta vez um idoso de 62 anos conduzia o veículo e estava em companhia da esposa, de 55 anos, quando foi surpreendido pela dupla de assaltantes. Um dos bandidos, que estava armado, chegou a dar uma coronhada na cabeça do motorista, antes de mandar as vítimas descerem do veículo, que foi levado pelos suspeitos.

Segundo o delegado da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga, Tiago Macedo, por conta do pouco tempo entre um crime e outro não é possível que os autores sejam os mesmos, mas a polícia trabalha com a hipótese que os quatro autores façam parte da mesma quadrilha.

Os crimes foram registrados como roubo majorado pelo emprego de arma e pelo concurso de pessoas.

Jornal Midiamax