Qualquer privilegiado pagará consequências
Depois da descoberta do conforto do narcotraficante brasileiro Jarvis Chimenes Pavão que vivia em uma cela de luxo na prisão Tacumbú, em Assunção, a ministra da Justiça, Carla Bacigalupo, que sabia dos privilégios foi demitida pelo presidente Horacio Cartes e o novo ministro Ever Martínez, que assumiu na quinta-feira (28) já garantiu que as células “VIP” e outros privilégios em presídios vão acabar.
Conforme o ABC Color, a descoberta de uma bomba de explosivos plásticos no muro da penitenciária na noite da última terça-feira (26) não só revelou que o artefato seria usado supostamente para uma fuga cinematográfica, mas que Chimenes Pavão vivia desde 2009 em uma cela com todas as comodidades e protegido pela cumplicidade comprada de altos funcionários.
O novo ministro frisou o reforço na inspeção em todos os presídios do país e ressaltou que não se trata de um show. “Cortei todos os privilégios de Pavão e outros cinco”, disse.
Martinez pontuou os nove anos em que Pavão viveu muito bem na prisão e garantiu que quem for descoberto sendo privilegiado pagará as consequências.
O Ministro reiteirou que o traficante realmente era “pecheado” por certas pessoas, que tiveram o nome divulgado, em troca de carros desportivos e até mesmo cirurgia plástica.
Quanto à cela, localizada sob a Administração Penitenciária Tacumbú, ele disse que, eventualmente, será demolida, mas não revelou data.