Polícia

“Vai acabar”, diz ministro paraguaio sobre cela de luxo para sucessor de Beira-Mar

Qualquer privilegiado pagará consequências

Midiamax Publicado em 01/08/2016, às 19h34

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Qualquer privilegiado pagará consequências

Depois da descoberta do conforto do narcotraficante brasileiro Jarvis Chimenes Pavão que vivia em uma cela de luxo na prisão Tacumbú, em Assunção, a ministra da Justiça, Carla Bacigalupo, que sabia dos privilégios foi demitida pelo presidente Horacio Cartes e o novo ministro Ever Martínez, que assumiu na quinta-feira (28) já garantiu que as células "VIP" e outros privilégios em presídios vão acabar.

Conforme o ABC Color, a descoberta de uma bomba de explosivos plásticos no muro da penitenciária na noite da última terça-feira (26) não só revelou que o artefato seria usado supostamente para uma fuga cinematográfica, mas que Chimenes Pavão vivia desde 2009 em uma cela com todas as comodidades e protegido pela cumplicidade comprada de altos funcionários.

O novo ministro frisou o reforço na inspeção em todos os presídios do país e ressaltou que não se trata de um show. "Cortei todos os privilégios de Pavão e outros cinco", disse.

Martinez pontuou os nove anos em que Pavão viveu muito bem na prisão e garantiu que quem for descoberto sendo privilegiado pagará as consequências.

O Ministro reiteirou que o traficante realmente era "pecheado" por certas pessoas, que tiveram o nome divulgado, em troca de carros desportivos e até mesmo cirurgia plástica.

Quanto à cela, localizada sob a Administração Penitenciária Tacumbú, ele disse que, eventualmente, será demolida, mas não revelou data.

Jornal Midiamax