Polícia

‘Traficante de luxo’: cadeirante é preso com maconha, cocaína e LSD

Entregava mais de 40 papelotes das drogas por dia

Midiamax Publicado em 20/12/2016, às 19h22

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Entregava mais de 40 papelotes das drogas por dia

Equipes da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) prenderam nesta segunda-feira (19) Diogo Coelho de Oliveira, de 28 anos. e Fernanda Gertrudes Ribeiro, de 31 anos, com porções de maconha, cocaína e 102 micropontos de LSD, no Bairro Guanandi, em Campo Grande. Segundo a polícia, o homem, que é cadeirante, entregava mais de 40 papelotes das drogas por dia, só andava em carros de luxo adaptados e atendia cliente da elite.

Diogo começou a ser investigado pela Denar em outubro desse ano. Em uma ação comandada pela delegacia especializada, foram apreendidos 1,196 quilos de cocaína, um quilo de maconha, 15 microponto de LSD e uma pistola .40, além de R$ 4.406, que pertenciam ao cadeirante.

Na data o suspeito conseguiu fugir em um Honda Civic adaptado, mas por conta disso, foi pedida a justiça à prisão preventiva de Diogo. As investigações continuaram e as equipes da especializada chegaram ao novo endereço do cadeirante, uma casa na Rua Barra Mansa, no Bairro Guanandi.

Nesta segunda-feira (19), com mandado de prisão em mãos, os policiais foram até a residência e montaram campana no local. Por volta das 16 horas, viram Diogo chegar ao imóvel, conduzindo um Toyota Corolla preto. Minutos depois de o suspeito entrar na casa, foi surpreendido pelos investigadores.

Logo que entraram, os policiais encontraram Diogo e Fernanda, cortando um tablete de maconha e preparando as porções para a venda. Os dois receberam voz de prisão. Em buscas, foram encontrados no local, 64 porções de cocaína, 102 micropontos de LSD, R$ 32,710 mil reais e 2,830 quilos de maconha.

Diogo contou para a polícia que vendia cerca de 40 porções das drogas por dia, no esquema de disque-entrega. Conforme o delegado João Paulo Sartori, responsável pelo caso, cada papelote de cocaína era vendido por R$ 50 e os clientes do cadeirante eram pessoas com alto poder aquisitivo. “Esse esquema vem sendo bastante utilizado, nos últimos dias, grande parte dos traficantes presos trabalham no esquema de disque-entrega”, lembrou Sartori.

Conforme o delegado, por conta dos carros e da quantidade de droga vendida pelo suspeito, ele era considerado um ‘traficante de luxo’. Diogo tem passagens por tráfico e também como vítima de um tiroteio por disputa de ponto de droga, onde foi ferido e acabou ficando paraplégico.

Já Fernanda, segundo Sartori, já foi presa quatro vezes pela Denar por tráfico de drogas e trabalhava como auxiliar de Diogo.

Jornal Midiamax