Polícia

Sigo continua fora do ar, dois dias após assinatura de contrato

Promessa era de retomada em 24h 

Midiamax Publicado em 24/09/2016, às 18h13

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Promessa era de retomada em 24h 

Apesar da promessa de que o Sigo (Sistema Integrado de Gestão Operacional) voltaria 24 horas depois que o contrato com a empresa Compnet Tecnologia fosse renovado, o software ainda não foi restabelecido. Nas delegacias, os policiais continuam registrando os casos ‘manualmente’, atrasando os atendimentos.

O novo contrato com a empresa foi assinado na tarde de quinta-feira (22) na Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). Com um valor de mais de R$ 36 milhões por ano, a empresa prometeu restabelecer o sistema em 24 horas, com atualizações e a possibilidade de compartilhamento de informações com outras entidades.

No entanto, até este sábado (24) o Sigo continua fora do ar. Nas Delegacias de Pronto Atendimento Comunitário, os policiais continuam registrando os boletins de ocorrência em editores de texto.

Segundo o secretário de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa, internamente a rede já foi restabelecida e uma força-tarefa para atualizar os registros feitos durante o tempo em que o sistema estava desativado foi montada. “Esse processo deve terminar amanhã e espero que segunda-feira (26) esteja tudo normal”, explicou.

Contrato

O contrato de R$ 36,4 milhões prometia reestabelecer os serviços do Sigo, responsável por armazenamento de dados, e também dos bloqueadores de celulares em presídios. A novidade apresentada foi o valor mensal que de R$ 724 mil, ser repartido também com a Secretaria Estadual de Fazenda e com o Detran (Departamento Estadual de Trânsito).

Conforme o secretário, a Sejusp ficará responsável pelo pagamento de R$ 350 mil por mês. O restante será pago pelo Detran (R$ 191 mil) e Sefaz (R$ 218 mil). Outro aspecto interessante do novo contrato, segundo Barbosinha, é que as informações agora poderão ser compartilhadas com Ministério Público, Saj – Sistema de dados do Tribunal de Justiça e Defensoria Pública.

“Agora os magistrados vão poder ter acesso aos laudos periciais”, garantiu. Em casos de violência doméstica, por exemplo, o juiz terá acesso ao laudo, o que ajudará na avaliação para decidir pela medida protetiva”, explicou.

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