Polícia

Recém-nascido morre após mãe deixá-lo com vizinha e sair para noitada

Mulher foi encontrada embriagada perambulando pelas ruas com a criança sem vida nos braços

Midiamax Publicado em 26/01/2016, às 19h52

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Mulher foi encontrada embriagada perambulando pelas ruas com a criança sem vida nos braços

Um bebê prematuro, de um mês de vida, morreu depois da sonda que o alimentava ser tirada pela mãe. A mulher, de 18 anos, deixou o bebê na vizinha para ir à uma casa de pagode na madrugada de domingo (24) em Corumbá, cidade distante 420 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com o Site Diário Corumbaense, a mãe deixou o bebê com uma vizinha quando saiu para a festa. Ela chegou embriagada em casa e depois de ver a criança morta saiu andando pelas ruas e parou em uma lanchonete para pedir ajuda. Um mototaxista que passava pelo local chamou a polícia.

A delegada Paula Ribeiro encontrou o corpo do bebê em cima do freezer e entregou a funerária para o exame necroscópico. O legista confirmou que a causa da morte era asfixia com o próprio vômito.

O bebê, que nasceu no dia 12 de dezembro, precisava da sonda para se alimentar. Como a mãe havia tirado a criança do hospital antes do tempo, ele ainda tinha capacidade de deglutição. A mãe alegou que não sabia onde estava a sonda. Os policiais a encontraram na bolsa que ela tinha levado ao pagode.

A mãe afirmou que o pai era traficante e que tinha medo dele, porque para ela, a criança tinha sido morta por ele.

Na residência do casal, os policiais encontraram um pacote de fraldas contendo 143 papelotes de pasta base de cocaína. O tio da criança ao ver a polícia tentou se desfazer da droga. O pai da criança, de 20 anos, assumiu ser o dono da pasta base. De acordo com a delegada, o rapaz confirmou que comprava a droga na Bolívia, embalava e comercializava em Corumbá.

Ainda segundo informações do site, chamou atenção da delegada a frieza dos pais no depoimento sobre o caso.

O pai do bebê foi preso em flagrante por tráfico de drogas e participação na morte da menina. A mãe foi autuada por homicídio doloso, uma vez que assumiu o risco de produzir o resultado da ação, já que foi orientada a não retirar o bebê do hospital e a alimentá-lo pela sonda.

Jornal Midiamax