Polícia

Preso por estupro, Zeolla pede transferência para prisão domiciliar

Advogado alega que Zeolla sequer foi ouvido

Evelin Cáceres Publicado em 25/06/2016, às 15h39

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Advogado alega que Zeolla sequer foi ouvido

A defesa do procurador aposentado Carlos Alberto Zeolla, de 51 anos, pediu transferência do mesmo para uma sala de Estado Maior ou a prisão domiciliar, mas ele deve permanecer no Centro de Triagem de Campo Grande até a segunda-feira (27), quando o pedido será avaliado pelo juiz da 7ª Vara, Marcelo Ivo de Oliveira.

Advogado do procurador, José Belga Trad visitou Zeolla na manhã deste sábado (25) e disse que seu cliente está aflito. “Ele sequer foi ouvido e nega que teria estuprado a menina menor de 14 anos”. Segundo Trad, “se ele fosse ouvido antes, não seria preso. Ele tem muito a esclarecer”.

A condução do ex-membro do Ministério Público ao presídio também é questionada. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) teria levado Zeolla em uma viatura descaracterizada ao presídio, antes mesmo de levá-lo para prestar depoimento na delegacia, como de praxe em casos de prisão, uma 'blindagem' ao procurador aposentado, dizem policiais. 

Carlos foi preso acusado de três crimes: estupro de vulnerável, fornecimento de bebida alcoólica a menor de idade e exploração sexual de vulnerável. Este último é o mesmo crime pelo qual o ex-vereador Alceu Bueno e o ex-deputado estadual Sérgio Assis foram condenados em dezembro do ano passado.

O advogado nega que Zeolla teria contratado a adolescente da mesma forma que os políticos. “É uma situação diversa, mas tudo será esclarecido posteriormente. Não posso falar porque o caso está sob sigilo”.

Histórico

Na manhã desta sexta-feira (24), o procurador de Justiça aposentado Carlos Alberto Zeolla foi preso pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), por estupro de vulnerável. O processo corre em sigilo e o caso é investigado pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Segundo informações da polícia, a delegacia especializada já investigava o crime de estupro e fez o pedido de prisão do procurador aposentado, que foi preso nesta manhã. O delegado Paulo Sérgio Lauretto agora aguarda o encaminhamento do preso para a Depca, para que ele seja ouvido em depoimento.

O procurador foi preso em casa e permanece no Centro de Triagem de Campo Grande. 

Jornal Midiamax