Polícia

Policiais civis param por 12 horas para pressionar por melhoria nas delegacias

Servidores cobram melhor estrutura para trabalhar

Renata Portela Publicado em 01/04/2016, às 11h52

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Servidores cobram melhor estrutura para trabalhar

Nesta sexta-feira (1º), policiais civis de todo o Estado fazem paralisação por 12 horas para reivindicar melhorias nas condições de trabalho. Em Campo Grande, apenas casos de flagrante serão atendidos e os civis se reúnem na frente da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, localizada na Rua Padre João Crippa.

De acordo com o vice-presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis), Paulo Queiroz, apenas 30% dos policiais trabalharão durante essas 12 horas de paralisação, que deve ser encerrada às 19 horas. Nas Depacs, apenas flagrantes serão atendidos pelos policiais e boletins de ocorrência de crimes de menor intensidade não serão registrados.

A paralisação também atinge outras cidades do Estado. Segundo Queiroz, 2.400 policiais são filiados ao sindicato em Mato Grosso do Sul e devem aderir à paralisação.

Reivindicações

Para o sindicato, problemas antigos seguem como temas principais das reivindicações, como melhoria na estrutura física das delegacias e renovação das viaturas para investigações. Além disso, os policiais pedem o fim da custódia dos presos nas delegacias, o que configura desvio de função para os civis, que acabam atuando como carcereiros, principalmente nos distritos policiais do interior.

O debate sobre a custódia de presos nas delegacias tomou força em 2015, quando um policial civil foi morto por um detento na delegacia e outro ficou gravemente ferido. Além disso, os policiais também protestam por melhoria nos salários. De acordo com o Sinpol, há 10 anos há exigência de nível superior para prestar o concurso da Polícia Civil, mas o salário pago é referente a nível médio.

De acordo com Paulo Queiroz, em tempos de eleição, Reinaldo Azambuja (PSDB) chegou a prometer que o salário dos policiais civis ficaria entre os 5 melhores do país, mas atualmente é o 18º. “Tem diálogo, mas é só isso que acontece”, afirma o vice-presidente. Para o sindicato, é necessário que as promessas saiam do diálogo e se tornem melhorias reais para a categoria.

Jornal Midiamax