Polícia

Polícia suspeita que preso regatado de hospital esteja escondido no Paraguai

O crime acontece há um mês

Midiamax Publicado em 21/10/2016, às 21h37

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O crime acontece há um mês

Um mês após a fuga cinematográfica de Mário Márcio dos Santos do Hospital do Pênfigo a polícia trabalha com a hipótese que o preso possa estar vivendo no Paraguai. A suspeita, segundo o delegado Fábio Peró, responsável pelas investigações, surgiu a partir das ligações do suspeito com a fronteira e também ao envolvimento com o tráfico.

De acordo com o delegado do Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), Mário Márcio é de Laguna Carapã, a 279 de Campo Grande e a suspeita é de que preso esteja no país vizinho.

Além disso, o foragido tinha envolvimento com o narcotráfico, um dos possíveis motivos para sua fuga. As equipes da especializada continuam as investigações para identificar os suspeitos de participarem do resgate do preso. Até o momento, a polícia confirmou o envolvimento de cinco homens. “Mas acredito que deve ter mais gente envolvida”, defendeu Peró.

O caso aconteceu no dia 22 de setembro. Fortemente armado, sem qualquer tipo de máscara, o grupo entrou no hospital, rendeu dois policiais que estavam próximos à porta e também pacientes.

Pelas imagens das câmeras de segurança do local é possível ver os suspeitos roubarem as pistolas dos militares e as chaves da algema. Depois de liberarem o comparsa eles saem. Na entrada do hospital, um segurança também foi rendido por um dos suspeitos.

Tratamento

Mário Márcio estava no hospital para fazer um tratamento de coluna. A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), explicou que o atendimento foi pago pela família do preso. Inicialmente, a consulta estava marcada para esta sexta-feira (23 de setembro), mas por questão de segurança, foi reagendada para um dia antes.

Não era a primeira vez que Mário saia do presídio para fazer o tratamento. O suspeito cumpria pena na unidade por tráfico de drogas e estelionato. Ele foi condenado em 24 anos e seis meses de reclusão, em regime fechado e já estava detido há oito anos.

Em 2007 o homem ainda participou de uma fuga das celas da Polinter, na Vila Sobrinho. Na data, os presos fugiram com uma viatura da Polícia Civil e armamentos. Em agosto de 2014 Mário Márcio foi preso novamente por estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documento público. O preso ainda tem passagens por latrocínio, em Minas Gerais.

Suspeitas

Durante as investigações sobre a fuga de Mário Márcio, equipes da Polícia Civil, em uma ação conjunta, apreenderam 801 quilos de maconha e quatro carros furtados, um deles o Corolla usado pelo grupo na fuga. Dois homens também foram presos e negaram envolvimento com o caso.

A polícia ainda acredita que a fuga tenha relação com a ação de uma quadrinha responsável pelo tráfico de drogas na região oeste de Campo Grande, saída para Terenos. Foram apreendidos uma picape Mahindra, um Chevrolet Montana e um Eco Sport de cor vermelha carregado com os tabletes de maconha.

Jornal Midiamax