Polícia

‘Oportunidade faz o ladrão’: bandidos atacaram Correios porque era ‘fácil’, diz PF

Quatro suspeitos foram presos

Midiamax Publicado em 13/09/2016, às 19h45

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Quatro suspeitos foram presos

Dos cinco assaltos a agências do Correios em Mato Grosso do Sul em 2016, quatro foram esclarecidos pela Polícia Federal. Agindo de forma ‘pulverizada’, os bandidos copiavam a ação uns dos outros e aproveitavam a fragilidade de segurança das unidades para cometeram o crime. Quatro suspeitos foram presos e oito continuam foragidos.

Segundo o delegado-chefe de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Cleo Mazzotti, os assaltos às agências deSidrolândia, Miranda, Terenos eRibas do Rio Pardo, já foram esclarecidos. Ao todo, quatro suspeitos foram presos por participação nos crimes, cinco estão identificados e com pedido de prisão preventiva e três ainda não tiveram a identidade confirmada.

Em todos os casos, os bandidos agiam da mesma forma, monitoravam as agências, aproveitavam o horário de fechamento para o almoço para render os funcionários e roubavam o dinheiro que estava no cofre. Na fuga, os suspeitos também repetiam o processo e fugiam usando o carro do gerente da unidade.

Ainda assim, confirme Mazzotti, os suspeitos não formavam uma quadrilha e sim agia de forma pulverizada, mudando de comparsas e número de envolvidos conforme o crime. “São criminosos locais, que aproveitam da fragilidade da segurança das agências no interior e se juntam para roubar”, explicou.

Nas quatro prisões, depois de identificados, os suspeitos foram localizados já presos pela Polícia Civil por outros crimes como roubo, fruto e até estelionato. “Apenas um dos suspeitos, que está foragido, participou de três dos crimes. Outros dois já presos participaram de dois dos assaltos. Os outros envolvidos mudou conforme a cidade”, detalhou Mazzotti.

Somando dinheiro do cofre e equipamento de segurança, os roubos as agências somaram um prejuízo de aproximadamente R$ 165 mil aos Correios. Até o momento, nos quatro casos investigados, não foi constatado a participação de nenhum funcionário do local.

Ainda conforme o delegado, o último caso registrado, o de Corguinho no dia 30 de agosto, quando o gerente da unidade foi levado como refém na fuga dos bandidos, contínua sendo investigado e ainda não há informações sobre os suspeitos. 

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