Polícia

‘Nenhuma hipótese descartada’, diz delegado sobre corpo carbonizado

O caso é investigado pelo Garras

Midiamax Publicado em 21/09/2016, às 18h59

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O caso é investigado pelo Garras

Nenhuma hipótese sobre os motivos que levaram a morte do ex-vereador Alceu Bueno, de 55 anos, foram descartadas até o momento, é o que afirma do delegado responsável pelo caso Edilson dos Santos, do Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros). Desde um possível latrocínio até ligação com o escândalo de exploração sexual infantil que fez com que o político renunciasse em 2015, será investigado.

Durante a manhã, a filha e a mulher de Alceu foram ouvidas na DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios). Lá elas informaram que o ex-vereador saiu do depósito de material de construção, que é proprietário, por volta das 22h e não foi mais visto.

Segundo o delegado, em depoimento, as mulheres afirmaram que Alceu não estava com dinheiro no carro e também não vinha sofrendo nenhum tipo de ameaça. Ainda assim, nenhuma hipótese sofre o crime foi descartada, já que o carro do ex-vereador, uma Range Rover, foi levada pelos possíveis autores.

“Também não há indícios que liguem a morte ao escândalo de exploração sexual infantil em que o ex-vereador estava envolvido. Estamos trabalhando com várias hipóteses”, afirmou Edilson. Testemunhas sobre o caso serão ouvidas ainda nesta tarde da sede do Garras e imagens das câmeras de segurança do condomínio próximo onde o corpo foi encontrado podem ajudar a polícia.

Mesmo com fortes indícios sobre a identificação do corpo encontrado carbonizado nesta manhã, no Jardim Veraneio, a polícia ainda espera a confirmação dos laudos periciais de que a vítima seja Alceu Bueno. Um celular idêntico ao dele foi encontrado ao lado dos restos mortais e além de pinos de metais no braço do cadáver, iguais aos que o político tinha, como resquício de um acidente de motocicleta.

Também foi encontrado, junto ao corpo carbonizado, distintivo semelhante ao que Bueno usava quando parlamentar, informações confirmada pela família dele.

Segundo o delegado, os laudos com a identificação do corpo devem sair ainda nesta terça-feira (21) e depois da confirmação, os familiares do ex-vereador devem ser novamente ouvidos, pois a linha de investigação do caso mudará.

Desaparecimento

José Alceu Padilha Bueno foi eleito em 2012 e renunciou em 2015 depois de ter sido flagrado em um motel com duas adolescentes, com menos de 18 anos. Ele foi indiciado por ‘favorecimento à prostituição ou de outra forma de exploração sexual de vulnerável’. Imagens de um vídeo no qual o ex-vereador aparecia com as garotas no motel chegaram a ser divulgadas à época.

Bueno alegou que era vítima de um esquema de extorsão, assim como o ex-deputado estadual Sérgio Assis, também flagrado no motel com as adolescentes. Três pessoas, Fabiano Viana Otero, Luciano Pageu e o ex-vereador Robson Martins, foram presos pelo crime.

Alceu desapareceu na noite desta segunda-feira (21) e hoje, como continuou sumido, foi registrado um boletim de ocorrência, na DEH. Quando o corpo foi achado, ainda sem qualquer identificação, foi registrado outro BO, de homicídio doloso, com ocultação de cadáver, na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) no Piratininga.

Esses dois casos se uniram em um único inquérito no Garras, que agora investiga o caso. A família passou a manhã no Cepol (Centro de Polícia Especializada).

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