Polícia

Estelionatário ‘incansável’ é preso pela terceira vez aplicando golpes na Capital

Já foi preso em 2011 e 2013

Renata Portela Publicado em 23/06/2016, às 11h56

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Já foi preso em 2011 e 2013

Na quarta-feira (22), casal foi preso em flagrante pela Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos) por aplicar golpes de estelionato em Campo Grande. Foram detidos Marcos Recaldes Aveiro, de 36 anos, que já é conhecido da polícia, e Milene Dias de Souza, de 29 anos.

De acordo com o delegado Luis Alberto Ojeda, titular da Derf, empresas da Capital já haviam feito vários boletins de ocorrência contra o casal de estelionatários. Equipe da especializada iniciou investigação e chegou até os autores dos crimes. Segundo o delegado, para obter vantagens ilícitas, os suspeitos criavam empresas fictícias, com documentos de terceiros.Estelionatário 'incansável' é preso pela terceira vez aplicando golpes na Capital

Ainda de acordo com o delegado, após ganharem credibilidade com as falsas empresas, eles efetuavam cadastro nos estabelecimentos comerciais, faziam compras no crediário, por boleto ou com cheques sem fundos, retiravam os produtos com nota fiscal, não pagavam e revendiam os produtos para terceiros.

O casal foi preso no estacionamento da empresa Agroline Comércio de Produtos Veterinários, onde havia comprado uma roçadeira em noma da empresa fictícia L.A.L Comunicações ME. Eles foram encaminhados pela Derf e responderão pelo crime de estelionato.

Conhecido da polícia

Marcos já foi preso em 2011 e 2013, também por estelionato e lavagem de dinheiro. Em 2011 ele foi preso com uma quadrilha, pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Já em 2013 foi preso após aplicar mais de 20 golpes usando CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) de empresas.

Ele comprava produtos em um site de vendas, na internet, mas fazia um reconhecimento da loja antes de comprar. Marcos tinha conhecimento da rotina das empresas vítimas do golpe, dia e horário que a transportadora faria a entrega. Ele ia até a empresa, se passava por funcionário para retirar o próprio produto e revendia.

Jornal Midiamax