Polícia

Dono de fazenda em Jardim é multado em R$ 2,3 milhões por degradação de nascentes

Matas ciliares de afluentes do Rio da Prata também foram prejudicadas

Midiamax Publicado em 24/06/2016, às 21h15

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Matas ciliares de afluentes do Rio da Prata também foram prejudicadas

Os levantamentos de danos ambientais nas nascentes e matas ciliares de afluentes do Rio da Prata continuam, e nesta sexta-feira (24) foi a vez do proprietário da Fazenda Figueira, a 65 km da cidade de Bonito, ser multado em R$ 2,3 milhões.

A vistoria da PMA ocorre desde o dia 17. Um agrônomo arrendatário foi multado em R$ 3,3 mil e um agricultor, arrendatário de área da mesma fazenda, foi multado em R$ 4 mil.

Hoje (24) foram concluídos os levantamentos da Figueira, de acordo com o Major Queiroz da PMA, e o proprietário foi autuado por criação de gado dentro de área de APP (Preservação Permanente). Segundo a PMA, não havia cercamento das áreas protegidas dos córregos Sucuri, afluente do Rio da Prata.

As áreas de matas ciliares e nascentes estavam sendo pisoteadas pelo gado e degradadas, com surgimento de erosões nas imediações e de margens do curso d’água.

Dono de fazenda em Jardim é multado em R$ 2,3 milhões por degradação de nascentesAs atividades foram interditadas e o proprietário da fazenda, de 39 anos, residente em Campo Grande, foi autuado administrativamente e multado em R$ 2,3 milhões. Ele também responderá por crime ambiental de destruir área de preservação permanente e poderá pegar pena de prisão de um a três anos.

Os autos, segundo a PMA, serão encaminhados ao Ministério Público para possível abertura de ação civil pública de reparação dos danos ambientais.

Vistorias continuam

Os levantamentos da PMA continuarão nas demais propriedades suspeitas de irregularidades. São levantamentos terrestres, por imagens de satélites, fotografias e vídeos aéreos, no sentido de se levantar as ilegalidades e avaliar os danos ambientais, para a aplicação inicial das multas administrativas, que serão julgadas pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), bem como para subsidiar a parte criminal e para servir de base para o Ministério Público, em possível ação civil pública para a reparação dos danos ambientais.

Até hoje, cinco fazendas já foram autuadas. Em uma delas, a multa chegou a R$ 13 milhões e em outra fazenda, do prefeito de Bonito, Leonel Lemos de Souza Brito, conhecido como Leleco, a multa foi de meio milhão de reais.

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