Polícia

Disputa por lucro mensal de R$ 10 milhões seria motivo para execuções na fronteira

Organizações criminosas tentam ocupar ‘vaga’ de Rafaat

Thatiana Melo Publicado em 22/06/2016, às 12h47

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Organizações criminosas tentam ocupar ‘vaga’ de Rafaat

Uma das hipóteses levantadas pela polícia do Paraguai é de que a execução de Jorge Rafaat Toumani, na última quarta-feira (15), em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, seria reflexo da disputa pelo do tráfico de drogas e vendas de armas. No fundo, a disputa, segundo as investigações, é por dinheiro, envolvendo um lucro estimado em 10 milhões de reais todos os meses.

De acordo com as informações, os principais beneficiários com a morte de Rafaat seriam o PCC (Primeiro Comando da Capital) e outros grupos como “Comando Vermelho” ou “Comando Catarinense”, segundo o site ABC Color.

A guerra entre as organizações seria pelo lucro líquido de pelo menos US$ 3 milhões, ou R$ 10 milhões com a comercialização de cocaína. Ainda de acordo com as apurações, 90% de toda cocaína boliviana e colombiana enviada a Pedro Juan Caballero chega de avião, para o consumo no Brasil.

Segundo as autoridades de segurança paraguaias, Raffat não teria permitido a entrada do PCC em Pedro Juan Caballero. “Ele tinha uma eficiente rede de informantes que o mantinham ciente de qualquer movimentação da organização em sua zona de influência. Recorrendo a assassinatos para expulsá-los da região”.

Novo chefão do tráfico

A fronteira já teria um novo chefe do tráfico que tem várias identidades, entre elas Rumich Hector da Silva, Ronaldo Benitez ou Oliver Geovanni da Silva, conhecido como ‘Galan’. O raficante seria ligado ao PCC.

O ex-militar brasileiro apontado como o homem que atirou em Jorge Rafaat, Sérgio Lima dos Santos, está internado depois de ser ferido a tiros na execução, em um hospital em Assunção. Sérgio pertenceria ao Comando Vermelho.

A execução

Por volta das 19 horas da última quarta-feira (15), ao sair de seu escritório na cidade Paraguai, Jorfge Rafaat Toumani foi atacado por um grupo de pessoas fuzis AK 47 e Mag antiaérea e metralhadoras. Os suspeitos estariam em três veículos.

No local, além de centenas de cápsulas de projéteis, a polícia também encontrou armas de grosso calibre, tais como fuzis e 50, todos de posse militar, que furaram a blindagem do Jipe Hummer, do mesmo modelo utilizado pelo exército dos Estados Unidos. Nele, estava Jorge Rafaat Toumani, vítima fatal. Vários outros ficaram feridos, dentre eles um policial identificado como Jorge Espíndola.

O veículo do empresário ficou parado no meio da rua durante toda a troca de tiros. O ataque é atribuído ao prisioneiro Chimenes Jarvis Pavão, mas a justiça paraguaia também citou que podem estar envolvidos o Comando Vermelho ou o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Jornal Midiamax