Polícia

Corretor que comprou casas para Andréia Olarte tem prisão revogada

Acusado teve de desembolsar R$ 10,5 mil em fiança

Midiamax Publicado em 26/09/2016, às 18h21

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Acusado teve de desembolsar R$ 10,5 mil em fiança

O corretor de imóveis Ivamil Rodrigues de Almeida, acusado de participação no esquema de lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica, que envolve o ex-prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte e sua esposa, Andréia Olarte, teve pedido de prisão revogado pela Justiça nesta segunda-feira (26). Segundo seu advogado, Rodrigo Martins Alcantara, o corretor deve deixar a prisão até amanhã (27).

Durante operação Pecúnia, em agosto deste ano, Ivamil acabou preso pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), órgão do MPE (Ministério Público Estadual) e acabou indiciado juntamente com Gilmar, Andréia e o empresário Evandro Simões Farinelli. Ele seria responsável pela compra de casas e terrenos, que eram documentados em nome de Evandro, no entanto, os bens eram de Andréia, segundo os investigadores do caso.

Nesta segunda-feira (26), o juiz Roberto Ferreira Filho considerou, que mediante pagamento de fiança, “não mais vislumbrar fundamento para a manutenção da prisão preventiva”. O magistrado, no entanto substituiu a prisão, exigindo comprimento de medidas como comparecimento mensal em juízo para comprovar e demonstrar suas atividades e proibição de se ausentar da da cidade e do país, sem prévia autorização judicial.

O corretor deverá ainda efetuar entrega do passaporte em juízo no prazo máximo de 24 horas a contar de sua liberação. Ele também fica proibido de manter contato com os demais denunciados e com as testemunhas de acusação. A fiança aplicada foi de 12 salários mínimos (R$ 10,56 mil).

Para o magistrado, o corretor apresenta os requisitos previstos para responder ao processo em liberdade. “Por todas estas razões tenho que a prisão preventiva, a esta altura, com base, mui especialmente,nos princípios da provisionalidade e da excepcionalmente, não mais se justifica”, avalia. “Demais, evidente que, no curso do eventual do processo, mormente em sua fase instrutória, caso surjam informações de conduta levada a efeito por este requerente na tentativa de atrapalhar, seja da forma que for, o sadio e regular desenvolvimento do feito, especialmente no que toca à coleta de provas, a redecretação de sua prisão será perfeitamente possível”, complementou.

Dos quatro presos, Ivamil foi o primeiro a conseguir a revogação da prisão, em pedido feito separado dos demais. Segundo seu advogado, Rodrigo Martins Alcantara, a inexistência dos requisitos ensejadores do pedido de prisão preventiva, foi alegação principal da defesa. “Agora é aguardar a expedição do alvará de soltura. Acredito que ele vai ser solto entre hoje e amanhã”, informou o advogado. .

Denúncia

As prisões e mandados de busca e apreensão foram efetuadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), órgão do MPE (Ministério Público Estadual). A operação foi batizada de Pecúnia (dinheiro, grana).

O quarteto detido por força de mandado de prisão temporária (cinco dias), foi denunciado por lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica.

De acordo com o Gaeco, entre os anos de 2014 e 2015, quando a Capital ainda era administrada por Gilmar Olarte, a mulher dele, Andréia, “adquiriu vários imóveis na Capital, alguns em nomes de terceiros, com pagamentos iniciais em elevadas quantias, fazendo o pagamento ora em dinheiro vivo, ora utilizando-se de transferência bancárias e depósitos, os quais, a princípio, são incompatíveis com a renda do casal”.

Evandro, afirma o Gaeco, entra no esquema do casal Olarte, como uma espécie de laranja. Ivamil Rodrigues, corretor de imóveis, comprava casas e terrenos, que eram documentados em nome de Evandro, no entanto, os bens eram de Andréia, segundo os investigadores do caso.

Gilmar Olarte foi eleito vice-prefeito de Campo Grande, em outubro de 2012, e assumiu o mandato em janeiro de 2013. Em março do ano seguinte, em 2014, ele tornou-se prefeito porque o então prefeito, Alcides Bernal, PP, foi cassado pela Câmara dos Vereadores por meio de uma CPI. 

Jornal Midiamax