Polícia

Agepen reforça esquema de segurança nos presídios para o Dia das Mães

Documento convoca todos os servidores 

Clayton Neves Publicado em 06/05/2016, às 19h56

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Documento convoca todos os servidores 

A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) prepara medidas de reforço para garantir a segurança nos presídios de segurança máxima durante feriado do Dia das Mães, comemorado no próximo domingo (8).

Documento a que o Jornal Midiamax teve acesso mostra comunicação interna da agência, solicitando a todos os servidores da área de segurança e custódia lotados na Agepen, para que se cumpram expediente no sábado (7) e no domingo (8). Devendo se apresentar no primeiro horário da manhã.

Como justificativa, a convocação explica que “o dia das mães é motivo de cautela e precaução” e por isso, se faz necessário “o apoio de todos os servidores”. O docmento é assinado pelo diretor presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, Reginaldo Francisco Régis, diretor de operações e pelo supervisor da Divisão de Estabelecimentos Penais, Maruro Cézar Levermann.

Procurada, a assessoria da Agepen disse apenas que haverá reforço policial no domingo e que além de convocação dos servidores, foi feito pedido à Polícia Militar, para que faça reforço nas muralhas da unidade de segurança. Segundo a agência, são medidas de precaução e necessárias.

Tensão

Desde o dia 13 de abril o clima no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande é tenso. Os problemas começaram depois de um pente-fino realizado no pavilhão II, ala do PCC, por agentes penitenciários em treinamento.

Na madrugada do dia seguinte, dois ônibus foram incendiados e um terceiro apedrejado a mando de um preso do estabelecimento. Onze pessoas foram detidas pelo crime. Na madrugada do dia 19, outro veículo foi incendiado, dois adolescentes foram apreendidos na quarta-feira (20) por envolvimento com o caso.

Além dos ataques a ônibus, seis agentes penitenciários foram envenenados e precisaram de atendimento depois de tomarem um café, servido pelos internos na passarela do Pavilhão II na manhã do dia (20).

A suspeita é que a intoxicação dos agentes foi causada por um herbicida, conhecido como veneno de rato, que pode ter entrado no presídio tanto pelo muro quanto pela visita.

Mortes

No dia dois detentos morreram nos estabelecimentos penais de Campo Grande, somando cinco mortes em menos de 20 dias. Carlos Bernardo da Silva de 40 anos morreu ao passar mal no Centro de Triagem do Complexo do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Horas antes, Iverson Ricardo Lopes Pinto, de 24 anos foi encontrado morto em um colchão no solário do Presídio de Segurança Máxima. O rapaz não apresentava nenhuma lesão no corpo e não possuía problemas de saúde.

A morte do interno, foi a quarta no estabelecimento penal em menos de 20 dias e a segunda em 48 horas já que na segunda-feira (18) Luiz Otávio de Souza, de 25 anos, foi encontrado morto no saguão superior da ala B do Pavilhão 2.

A primeira morte aconteceu na tarde do dia 31 de março. Sidnei Baptista Borges, de 45 anos, tinha histórico de doença grave, que não foi especificada pela polícia. Sidnei aguardava transporte para Unidade de Saúde, mas o estado de saúde dele foi agravado e acabou morrendo no pavilhão 4, no setor de saúde do presídio.

Na manhã de sexta-feira (1º) Douglas Farias do Carmo, de 35 anos, também foi encontrado morto em uma das celas do presídio. De acordo com o boletim de ocorrência, registrado por um agente penitenciário do Estabelecimento Penal, ele foi acionado por um detento da cela 103. Segundo o interno, ele viu Douglas deitado no colchão na cela 108, aparentemente sem sinais vitais.

Jornal Midiamax