Polícia

VÍDEO: detento da Máxima ‘deu aval’ para execução de agente penitenciário

Plano começou por ‘desavença financeira com agente’ e envolveu ao menos seis reeducandos

Midiamax Publicado em 20/02/2015, às 13h23

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Plano começou por ‘desavença financeira com agente’ e envolveu ao menos seis reeducandos

A morte do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, de 45 anos, ocorreu após um ‘aval’ dado por um preso que está no EPSM (Estabelecimento Penitenciário de Segurança Máxima), no Bairro Noroeste, região nordeste de Campo Grande. O reeducando foi identificado como Rafael Pimentel Duarte de Souza, o “Legião”, “Espeto” ou “Costela, de 32 anos.

Já os demais comparsas são: Marcelo Silva Gonçalves, o “Buguinho”, de 33 anos, Robson Silva dos Santos, o “Robinho”, de 22 anos, Rafael de Oliveira Batista, de 23 anos, Sérgio da Silva Correa, de 25 anos, e Walter Alexandre Castro Coelho, de 44 anos. A ação foi realizada pelas equipes do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio) e da PM (Polícia Militar).

Durante coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (20), foi informado que Marcelo tinha uma desavença com um agente penitenciário. O problema seria financeiro, porém o caso está sob investigação e por conta disso não foram informados detalhes.

“Marcelo teria pedido autorização a Rafael, que está na Máxima, para matar o agente. De acordo com o depoimento dele, ele contou a desavença e conseguiu a autorização”, explica o titular do Garras, Edilson dos Santos.

“O problema seria com um agente que trabalha no Presídio Aberto, onde todos os envolvidos cumprem pena, exceto Rafael, que está na Máxima, e Sérgio, que era foragido”, relata o delegado adjunto, que também participou da ação, Fabio Peró.

Com isso Rafael, de dentro do presídio, organizou a ação. “As armas foram fornecidas por Sérgio e deixadas aos cuidados de Walter, juntamente com a motocicleta usada na execução. Ele tem um estacionamento na Vila Sobrinho, na mesma região onde fica o Presídio Aberto e Casa de Albergado”, conta.

Logo pela manhã, por volta das 5h30, eles saíram do presídio, foram até o estacionamento e pegaram os objetos. Robinho pilotava o veículo e contava com a companhia de Marcelo quando voltaram para o presídio.

Ao chegar na frente da unidade. Robinho foi até a portaria e não encontrou o desafeto de Marcelo, porém viu Carlos, que é considerado por ele como um servidor “muito certinho e caxias” e por isso o executou. Em seguida ele voltou para a motocicleta e fugiu. A dupla seguiu ao encontro de Rafael, que também reside na região, e ficou responsável por esconder as roupas, armas e a motocicleta usada no assassinato.

Investigação

O primeiro a ser preso foi Robinho, que foi reconhecido por conta das imagens do circuito de segurança do presídio. A partir da prisão dele os policiais chegaram aos demais comparsas. A equipe do Jornal Midiamax teve acesso ao vídeo.

Na semana passada, o governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PMDB), já havia anunciado a prisão de um dos envolvidos. Na ocasião, ele comentou que o suspeito era membro do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção que age dentro dos presídios do País. Motivo pelo qual foi necessária a autorização por meio de uma videoconferência entre os presos para que matasse uma pessoa por desavença financeira que tenha ligação com esquemas ilícitos.

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