Polícia

Vereador pode falar só em juízo sobre escândalo, explica delegado

Alceu Bueno apresentou atestado para não depor à polícia

Midiamax Publicado em 27/04/2015, às 16h38

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Alceu Bueno apresentou atestado para não depor à polícia

A Polícia Civil não espera depoimento do vereador Alceu Bueno (ex-PSL) em investigação na qual ele é indiciado por favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável. Na semana passada, o parlamentar apresentou atestado médico, com validade de 30 dias, para não ir à delegacia.

Segundo o delegado do caso, Paulo Sérgio Lauretto, não há necessidade de interrogar Alceu Bueno. Além disso, explica, o vereador tem o direito de se manter em silêncio e falar somente em juízo, por constar como autor de crime em inquérito policial.

A Polícia Civil teve acesso a vídeos nos quais Alceu Bueno aparece em relação sexual com duas adolescentes. A gravação teria sido feita como material para extorquir dinheiro do parlamentar.

Até agora, estão presos o empresário Luciano Pageu, o ex-vereador Robson Martins e Fabiano Viana Otero. Eles seriam os responsáveis por aliciar as jovens, intermediar os encontros e, depois, praticar a extorsão.

Luciano e Robson foram presos em flagrante ao pegarem R$ 15 mil de Alceu Bueno. O vereador disse à polícia que já havia pago outros R$ 100 mil à dupla.

Outro que, conforme as apurações, manteve relações sexuais com as adolescentes é o ex-deputado estadual Sérgio Assis (ex-PSB). À polícia, Fabiano disse que o vereador pagou R$ 500 por programas com as meninas, enquanto o ex-parlamentar teria pago R$ 100.

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