Polícia

Suspeito de matar ex-PRF é transferido para presídio de Paranaíba

Ex-policial foi assassinado a tiro em frente a um bar no domingo

Midiamax Publicado em 13/04/2015, às 22h35

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Ex-policial foi assassinado a tiro em frente a um bar no domingo

Ueliton Duarte Azambuja, de 26 anos, foi transferido para o presídio de Paranaíba, a 407 quilômetros de Campo Grande, nesta segunda-feira (13). O suspeito foi preso pela morte do ex-policial rodoviário federal Carmelito Pereira do Nascimento, de 62 anos, assassinado a tiros no domingo (5).

De acordo com o delegado Arivaldo Teixeira, da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba, na última quarta-feira (8), Ueliton se apresentou e confessou o crime, alegando que estava sendo ameaçado pela vítima. Desde então, o autor permanecia preso na delegacia.

Ueliton relatou que estava sendo ameaçado por Carmelito e por isso o matou. Nas palavras dele, antes de começar a namorar sua atual companheira, ela teve um relacionamento com a vítima por sete meses. No final desse período, a mulher e o autor se envolveram, mas o ex-policial não aceitava a relação e passou a ameaçar o rapaz.

Ainda segundo Azambuja, uma semana antes do crime ele foi agredido por uma terceira pessoa, durante um baile na cidade, a mando de Carmelito. “Conversamos com o autor da agressão que negou ter sido a mando de alguém. No dia seguinte a esse episodio o Ueliton vendeu a moto e comprou uma arma, o que mostra que ele tinha intenção de cometer o crime”, diz o delegado.

Para Arivaldo, vários pontos da história narrada pelo autor não condizem com a realidade. Depois da agressão, o autor alega ter sido ameaçado, mas a vítima esteve à semana inteira em Três Lagoas e só voltou à cidade no dia da morte.

Em depoimento, o homem conta que recebeu várias ligações, mas a pessoa do outro lado da linha não falava nada, além disso, uma mulher também teria alertado que a vítima tinha a intenção de matá-lo.

“Além disso, o Ueliton alegou ter encontrado Carmelito por acaso. Que estava indo visitar as filhas e encontrou o desafeto, mas o bar onde a vítima estava e a casa das meninas fica em lados opostos”, afirma Teixeira.

 Mesmo com as alegações de Azambuja, o juiz aprovou a prisão preventiva pedida pelo delegado, o que garantiu que o autor fosse encaminhado para o presídio. “Todas as afirmações que o autor fez serão investigadas, temos mais 10 dias para encerrar o inquérito”, conclui o delegado.

Crime

Conforme o delegado, no dia do crime, Carmelito estava em um bar da cidade e já ia embora quando recebeu a ligação de um amigo, pedindo para ele voltar ao local. O ex-policial fez a volta no quarteirão e quando ia sair do carro foi abordado por um motociclista armando que disparou várias vezes contra ele.

A vítima chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu. Durante as investigações, a polícia chegou ao nome do autor, que só se apresentou quando a moto que usou no assassinato foi apreendida e a prisão temporária já havia sido pedida.

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