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Polícia Federal faz buscas em mansões de familiares de Bumlai na Capital

Quatro viaturas estão na Rua Beatriz Bumlai, que leva nome da família

Evelin Cáceres Publicado em 24/11/2015, às 11h23

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Quatro viaturas estão na Rua Beatriz Bumlai, que leva nome da família

O nome da rua é Beatriz de Barros Bumlai e, no local, a Polícia Federal faz buscas e apreensões nas mansões dos diversos familiares do pecuarista José Carlos Bumlai, preso na 21ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira (24), em Mato Grosso do Sul, São Paulo Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Três viaturas da Polícia e outra da Receita Federal estão no local e fazem buscas em cinco mansões do bairro. De uma delas, foi retirado um malote. Todas as casas ficam na mesma rua da família e na mesma quadra, sendo três casas vizinhas e duas do outro lado da rua. Também foram feitas buscas em uma sala do 6º andar do Centro Empresarial Afonso Pena, onde funcionaria uma assessoria de um banco.

Em Dourados, a polícia está desde as primeiras horas desta terça-feira na Usina São Fernando. A empresa tem como principais controladores os filhos do pecuarista. De acordo com a polícia, a nova etapa cumpre 25 mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva – Bumlai –, 25 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva.

O pecuarista foi preso em Brasília, onde iria depor nesta terça-feira na CPI do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável). Segundo nota da Polícia Federal, 140 policiais federais e 23 auditores fiscais cumprem 25 mandados de busca e preensão, um mandado de prisão preventiva e seis mandados de condução coercitiva nas cidades de São Paulo (SP), Lins(SP), Piracicaba(SP), Rio de Janeiro(RJ), Campo Grande(MS), Dourados(MS) e Brasília(DF).

As investigações concentradas nesta fase partem da apuração das circunstâncias de contratação de navio sonda pela Petrobras com concretos indícios de fraude no procedimento licitatório.Segundo as apurações, complexas medidas de engenharia financeira foram utilizadas pelos investigados com o objetivo de ocultar a real destinação dos valores indevidos pagos a agentes públicos e diretores da estatal.

Os investigados nesta fase responderão pela prática dos crimes de fraudes a licitação, falsidade ideológica, falsificação de documentos, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro, dentre outros que porventura venham a se confirmar.Aqueles para os quais foram deferidas ordens de condução coercitiva serão ouvidos no município onde forem localizados, enquanto o preso preventivamente será transferido para a custódia da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerá a disposição do juízo da 13a Vara Federal da cidade. 

Jornal Midiamax