Polícia

Polícia apreende terceiro adolescente suspeito de torturar e matar professor em assalto

Adolescente contou à polícia detalhes do crime e entregou celular da vítima 

Wendy Tonhati Publicado em 15/02/2015, às 13h53

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Adolescente contou à polícia detalhes do crime e entregou celular da vítima 

O terceiro adolescente suspeito de torturar e matar o professor aposentado Rober Rones Osório, de 51 anos, em Nova Andradina, a 297 quilômetros de Campo Grande, se apresentou à Polícia Civil no sábado (14). Na ocasião, ele foi apreendido.

De acordo com o Jornal da Nova, os três adolescentes envolvidos têm 16 anos. Dois já haviam sido apreendidos na sexta-feira (13). Durante o depoimento, o adolescente que se entregou contou outra versão no caso. Ele inocentou um dos garotos que já estava apreendido e acusou outro adolescente, que era vizinho da vítima. O rapaz também foi apreendido. 

O adolescente ainda contou detalhes de como ocorreu o crime, entregou aos policiais o celular da vítima e falou onde estavam às roupas usadas com manchas de sangue.

O rapaz que era vizinho da vítima contou que quando chegou à residência, na noite de quinta-feira (12), o professor estava na varanda da casa deitado em uma rede. Um dos comparsas atraiu a atenção da vítima e ele, por trás, deu uma paulada na cabeça do professor, que ficou inconsciente.

Os dois adolescentes arrastaram a vítima para dentro da casa e reviraram a residência em busca de dinheiro e objetos de valor. Conforme a polícia informou ao Jornal da Nova, o objetivo dos adolescentes era levar o carro do professor para o Paraguai.

A dupla tentou fazer o veículo funcionar, mas escutou a vítima fazer barulho na cozinha da casa. Eles fugiram o local. Os adolescentes afirmaram em depoimento, que estavam sob efeito de drogas. O adolescente que era vizinho da vítima recebeu a visita de um terceiro rapaz e contou o que houve.

Com medo de a vítima reconhecê-lo, o vizinho pegou um frasco com gasolina e chamou o amigo para voltar até a casa do professor. O amigo, contou à polícia que ficou do lado de fora da residência vigiando, enquanto o vizinho ateou fogo na vítima e terminou de executá-lo. Os dois fugiram do local.

Conforme apurado pela polícia um dos adolescentes apreendido ouviu a história de um dos adolescentes autores e foi apontado como participante por um dos colegas para se livrar da polícia.  A delegada responsável pelo caso pediu a internação dos três adolescentes envolvidos no caso ao Poder Judiciário.

Jornal Midiamax