Polícia

PMA autua fazendeiro em R$ 7 mil por exploração ilegal de aroeira e desmatamento

Dentre a vegetação derrubada, haviam sido retiradas 154 estacas e nove firmes de madeira da espécie aroeira

Diego Alves Publicado em 21/02/2015, às 01h38

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Dentre a vegetação derrubada, haviam sido retiradas 154 estacas e nove firmes de madeira da espécie aroeira

Um proprietário rural foi autuado por policiais militares ambientais de Miranda que realizavam fiscalização nesta sexta-feira (20), pela manhã nas propriedades rurais do município de Bodoquena, 260 quilômetros de Campo Grande.

 A autuação foi por desmatamento e exploração de madeira protegida ilegalmente. Os policiais mediram a área desmatada com GPS na propriedade e aferiram 6,5 hectares derrubados.

Dentre a vegetação derrubada, haviam sido retiradas 154 estacas e nove firmes de madeira da espécie aroeira, que tem seu corte proibido, inclusive, em desmatamentos legalizados e 86 estacas e três firmes da espécie Ipê, todos serrados em área de matas ciliares (Área de Preservação Permanente-APP) de um curso d’água que corta a propriedade.

As atividades foram interditadas e o proprietário da fazenda, de 61 anos, que tem domicílio em Campo Grande foi multado em R$ 6.956,00. Ele foi conduzido à delegacia de Polícia Civil de Bodoquena e responderá por crimes ambientais. Pela exploração da aroeira, a pena prevista é de um a dois anos de reclusão. Pela destruição da mata ciliar, a pena é de um a três anos de detenção. O infrator foi notificado a apresentar um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRADE), junto ao órgão ambiental.

A portaria 83-N de 1991 do IBAMA proíbe o corte da “aroeira” e algumas outras espécies de madeiras nobres, sem plano de manejo, que precisa ser aprovado pelos órgãos ambientais. Inclusive, em desmatamentos autorizados, essas espécies não podem ser cortadas.

Jornal Midiamax