Polícia

Jovem pode ter sido esquartejada antes de ter corpo jogado em fossa

Os ossos estavam divididos em quatro sacos de ração envolvidos por um lençol 

Midiamax Publicado em 31/03/2015, às 17h59

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Os ossos estavam divididos em quatro sacos de ração envolvidos por um lençol 

Depois de ir empresa de engenharia do Bairro Taveirópolis e ouvir os funcionários que encontraram a ossada de uma mulher dentro de uma fossa no último sábado (28), a Polícia Civil trabalha com a possibilidade de que a vítima tenha sido esquartejada. Isso porque parte dos ossos foram encontrados em quatro sacos de ração e outra parte, soltos em um lençol.

Na manhã desta terça-feira (31), os delegados Messias dos Santos Filho, da 6ª Delegacia de Polícia Civil e Enilton Zalla, plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) centro, estiveram no local do achado para dar sequência as investigações.

Segundo eles, os ossos realmente podem pertencer a Marília Débora Caballero, que desapareceu em 2003, aos 23 anos, pois são de uma pessoa de baixa estatura. Os delegados revelaram ainda que a ossada estava em quatro sacos de ração de 30 quilos, todos envolvidos em um lençol, há aproximadamente 2 metros de profundidade da fossa.

Conforme o delegado Messias, ainda não é possível sustentar a hipótese de homicídio, já que a possível fratura que havia sido encontrada no crânio não foi confirmada. “Por enquanto o caso é tratado como ocultação de cadáver e só a pericia conseguirá indicar a causa da morte”, afirma.

Nos próximos dias, os funcionários da antiga madeireira que funcionava no local serão ouvidos pelo polícia. Ainda na tarde desta terça-feira a mãe de Marília, Íria Caballero e o filho mais novo da jovem devem fazer um exame de DNA para confirmar se a ossada é realmente da mulher.

Ossada

A ossada foi encontrada por funcionários da empresa de engenharia, localizada no Bairro Taveirópolis, na tarde do último sábado enquanto limpavam uma fossa desativada no terreno. A ossada foi achada em um saco de ração com data de validade de 2003, o que leva a acreditar que os ossos estariam no local há pelo menos 12 anos.

Segundo as testemunhas, o local costuma alagar durante as chuvas e o proprietário procurava uma alternativa para o escoamento da água quando encontrou a fossa. Durante a limpeza no loca, um dos empregados encontrou os sacos de ração e ao abrir de deparou com os ossos e com próteses de silicone.

Família

Íria Caballero, que mora em Sonora, procurou a polícia assim que soube da ossada. Ela acredita que os ossos pertencem a filha Marília que está desaparecida desde 2003. “Tem tudo a ver. É uma coincidência muito grande”, diz. Segundo ela, a filha morou com o namorado na madeireira que funcionava no local na época.

A mãe diz que a filha não chegou a se casar com o namorado, que era bem mais velho do que ela. Íria ainda cuidou da filha no mesmo local onde a ossada foi encontrada, quando a jovem colocou próteses de silicone. O fato de a ossada ter próteses foi uma das coisas que mais chamaram a atenção e levantou suspeita na mãe. Íria ainda lembra que o local tinha um canil nos fundos.

“Precisamos confirmar se é ela, para fazer um enterro digno. É a única coisa que poderia fazer. Ela tem dois filhos aqui”, diz a mãe, que tem a guarda dos dois filhos de Marília.

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