Polícia

Guardas municipais se revoltam com lista de escolhidos para ter porte de arma

Secretário revela que lista divulgada terá modificações e que todos os servidores farão o curso.

Ludyney Moura Publicado em 09/01/2015, às 18h15

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Secretário revela que lista divulgada terá modificações e que todos os servidores farão o curso.

A divulgação da relação dos guardas municipais selecionados para participarem da 1ª Turma de Capacitação para o Uso de Armamento Letal e Não Letal, que garantirá porte de arma de fogo aos servidores, causou revolta em parte da corporação que ficou de fora dos 200 escolhidos.

A reclamação dos guardas passa por alguns nomes selecionados para o curso, entre eles os dois servidores que foram detidos por posse ilegal de armas na casa do prefeito Gilmar Olarte (PP), durante uma ação do Gaeco ( Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), e um guarda já aposentado.

O secretário municipal de Segurança Pública, Valério Azambuja, explicou os motivos de seleção da 1ª turma, e revelou que a lista ainda não está fechada. Pelo menos 40 recursos foram apresentados e a maior parte deles aceita, o que provocará mudanças na relação.

“O que nós divulgamos foi uma pré-seleção. Todos os guardas farão o curso, em cinco ou seis turmas de 200 a 250 servidores. E quem vai fazer a seleção final e matrícula é o Cfap (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da Polícia Militar), que vai solicitar toda a documentação, como certidões negativas criminais”, revelou Azambuja, emendando que a capacitação da corporação será feita em parceria com a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).

Ainda segundo o secretário, antes do início do curso, e por determinação legal, os selecionados passarão por um exame psicológico a ser realizado por um psicólogo credenciado da Polícia Federal, que também terá critério eliminatório.

Azambuja explicou também que dentre os critérios usados para a seleção estão a carga horária de 480 horas de cursos da grade curricular da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) os guardas que atuam nas atividades fim de patrulhamento e segurança e aqueles que trabalham em ações no trânsito da Capital.

Para o presidente do Sindicato dos Guardas Municipais da Capital, Hudson Bomfim, a escolha dos dois guardas presos na casa do prefeito foi legal. “Eles foram denunciados, mas não foram condenados, e se encaixam nos critérios. É bom deixar claro que todos os guardas vão fazer o curso”, pontuou.

O presidente do sindicato revelou que existem aproximadamente 1,3 mil guardas municipais em atividade no município. Já o secretário de Segurança Pública informou que a 1ª turma deve ter início no fim do próximo mês de março.

Salário

Diferente do que acreditavam alguns guardas municipais, a emissão do porte de armas não acarretará em acréscimo no salário dos servidores. Para este fim, Valério Azambuja revelou que a Secretaria de Administração e a Câmara Municipal trabalham na criação de Plano de Cargos e Salários para a categoria. Já o sindicato espera que a Prefeitura acelere o processo de regulamentação do adicional de periculosidade, que é de 30% em cima do vencimento base da categoria. 

Jornal Midiamax