Polícia

Guardas municipais envolvidos em briga de bar com morte podem ser exonerados

Crime aconteceu na noite desta quinta-feira

Kemila Pellin Publicado em 02/10/2015, às 17h38

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Crime aconteceu na noite desta quinta-feira

A GCM (Guarda Civil Municipal) disse que os dois guardas muncipais envolvidos no homicídio de Felipe Cardoso da Silva, de 23 anos, morto na noite desta quinta-feira (1º), em um bar da Capital, com um tiro disparado pelo servidor, identificado apenas como Fábio, estão sendo investigados pela Corregedoria da Guarda, e podem “até” ser exonerados, caso sejam considerados culpados pela Justiça. O suspeito ainda está foragido.

A Guarda também alegou que a arma usada no crime é particular, não tendo nenhuma ligação com a corporação, e que E.P.S., que emprestou a pistola para Fábio, não é habilitado para o uso de arma de fogo. O guarda teria emprestado a arma para Fábio, que durante uma briga de bar atirou em Felipe, que morreu no local.

A família do rapaz pede Justiça, lembrando a todo momento que Felipe foi morto sem motivo algum, simplesmente por estar no lugar errado, na hora errada. “Estou indignada que o responsável pela morte do meu filho ainda não tenha sido preso. Eu quero justiça, eles tiraram um pedaço de mim”, disse a mãe, enquanto aguardava a liberação do corpo do filho no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) de Campo Grande.

O presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, Edmar Soares da Silva, lamentou o comportamento dos dois, afirmando que “falta eficiência no treinamento” oferecido aos servidores. “Há necessidade de um preparo melhor para os guardas civis municipais, já que querem contribuir para a segurança pública”, afirma.

Ainda de acordo com a GCM, a Corregedoria vai abrir uma investigação para apurar a conduta dos servidores, que podem ser punidos com advertência, suspensão e até exoneração, mas destacou que quem ira determinar o rumo das penalidades será a Justiça. “Se forem julgados inocentes pela Justiça, não têm como serem punidos pela Guarda”.

A Guarda afirma que os dois servidores envolvidos no caso não têm antecedentes criminais, e não existia nada que dasabonasse suas condutas, e destacou que todos os servidores passam por avaliação social e teste psicológico antes de serem efetivados.

Por último, a assessoria admitiu que o fato prejudica a imagem da Guarda Civil, mas as providências estão sendo tomadas para afastar, investigar e acompanhar o andamento do processo.

No início da manhã desta sexta-feira (2), a Secretaria Municipal de Segurança Pública divulgou nota reforçando que “acompanha a ocorrência de perto, colaborando com a Polícia Civil para o esclarecimento do mesmo. As informações estão sendo apuradas e caso haja comprovação de crime, todos os envolvidos serão punidos conforme a lei, dando amplo direito de defesa, mas agindo com o rigor necessário”, diz a nota.

Crime:

De acordo com informações policiais, por volta das 22h40 de quinta-feira (1º), um guarda civil municipal identificado apenas como Fábio e apelidado como Caveirinha, passou na Base da GCM (Guarda Civil Municipal), que fica localizada na Avenida Ernesto Geisel, e chamou um colega de trabalho para ir com ele até o bar comprar bebidas para a comemoração de seu aniversário.

No local, encontrou um homem com quem tinha uma desavença. Ele entrou no estabelecimento comercial e teve início uma briga generalizada. Após a confusão, Fábio voltou para a Base da GCM e convenceu o outro agente, identificado apenas como E.P.S., de 32 anos, a ir ao bar para ‘dar um susto nas pessoas’. O outro guarda estava com uma pistola e emprestou a arma para Fábio.

Fábio chegou ao bar e atirou em Felipe, que não tinha nada a ver com a confusão. E.P.S. voltou para a base da guarda e Fábio fugiu. O guarda que estava de serviço foi preso em flagrante por ter emprestado a arma. Fábio está foragido e o caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga.

Jornal Midiamax