Polícia

Filha de PM aposentado pode ter sido morta com tiro na cabeça por ciúmes

Polícia segue investigando o caso

Renata Portela Publicado em 23/11/2015, às 14h46

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Polícia segue investigando o caso

Marielle Andrade Vieira, de 18 anos, morta a tiro no banheiro de casa na sexta-feira (20), pode ter sido vítima de crime passional. O autor do disparo, Caio Staut, de 19 anos, está preso e afirmou para a polícia que o disparo foi acidental, mas o caso ainda segue em investigação. O crime ocorreu em Ivinhema, cidade a 297 quilômetros de Campo Grande.

Pessoas próximas à vítima e ao autor dos disparos contaram ao jornal Nova News que duvidam da versão do rapaz, de que o tiro que atingiu Marielle foi acidental. De acordo com as testemunhas, o jovem estaria apaixonado pela vítima, mas o sentimento não era correspondido.

Também em contato com os familiares da vítima, o site de notícias teria sido informado de que Caio e Marielle tinham um bom relacionamento e que ele esteve na casa da vítima na sexta-feira, por volta das 12 horas, mas foi embora do local. Ele só encontrou novamente com a vítima à noite, na casa do jovem, que estava acompanhado de um adolescente.

Os pais de Caio não estavam na casa e, junto com o adolescente e Marielle, ele seguiria para a casa de outros amigos. A informação é de que os dois garotos foram se arrumar, um em cada cômodo, e Marielle teria ido ao banheiro, momento em que ocorreu o disparo do revólver calibre 38. A jovem foi encontrada morta no local, com a porta aberta, sem sinais de arrombamento.

A princípio, a suspeita é de que ela se olhava no espelho, momento em que foi atingida pelo disparo. Segundo a Polícia Civil, a cápsula do projétil foi encontrada dentro do vaso sanitário. Pessoas que tiveram contato com Caio na sexta-feira, informaram que ele não estava sob efeito de álcool ou drogas.

O delegado responsável pelo caso e titular da delegacia de Ivinhema, Ricardo Cavagna, informou que aguarda o laudo pericial e não comentará outras versões do crime. Ainda de acordo com o delegado, Caio demonstrou arrependimento durante depoimento à polícia e afirmou que o tiro foi acidental.

"Ressaltamos que a versão do tiro acidental é de Caio, porém, nós podemos desconfiar dessa informação, por isso ele está detido. Só ele disse isso até agora. Logo a investigação poderá derrubar essa versão e esclarecer o que de fato ocorreu naquela noite", afirmou o delegado Cavagna. Caio deverá responder pelo crime de homicídio doloso.

Jornal Midiamax