Polícia

FAB diz que tiros contra avião achado no PR foram apenas para ‘forçar pouso’

Anac aponta homônimo de advogado da Capital como dono da aeronave

Thatiana Melo Publicado em 27/10/2015, às 14h57

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Anac aponta homônimo de advogado da Capital como dono da aeronave

Em nota à imprensa, a FAB (Força Aérea Brasileira) informou que a equipe que interceptou um avião no sábado, na região de fronteira com o Paraguai, que acabou sendo localizado ontem no Paraná, não atirou para abater o avião, e sim para forçar o pouso da aeronave. Ainda de acordo com a nota, o avião cumpria rotas conhecidas como de tráfico de drogas. Segundo informações não foi necessário o contato pelo radar do caça com a aeronave, já que havia o contato visual.

Sobre o fato da aeronave desaparecer e ser encontrada na cidade de Paranavaí/PR, a nota explica que a perseguição cessou depois que a aeronave se evadiu pela fronteira, entrando em território estrangeiro, e que a Força Aérea cumpriu sua atribuição.

A aeronave foi encontrada na manhã desta segunda-feira (26), no aeroporto municipal de Paranavaí, cidade que fica a mais de 400 quilômetros da fronteira do Paraná com o Paraguai. A aeronave, de prefixo PTEXP, tinha marcas de tiros de calibre de uso exclusivo das Forças Armadas na asa esquerda. Dentro do avião havia apenas o banco do piloto.

Quem é o dono?

A FAB não informou em nome de quem está o avião. Em consulta ao site da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), aparece como dono André Luiz Siste. Em Campo Grande, há um advogado com nome bastante semelhante, André Luiz Sisti. Ao Jornal Midiamax, ele negou que o avião é de sua propriedade. “Não conheço esta pessoa, não sou dono deste avião e o meu CPF não bate com o número deste outro CPF”, afirmou.

Interceptação

Moradores de Mundo Novo e Japorã relataram por meio de mensagens de WhatsApp, que uma aeronave não identificada teria sido abatida por uma equipe da FAB (Força Aérea Brasileira), no fim da tarde deste sábado (24) na região.

A FAB confirmou que a aeronave foi abatida por não apresentar plano de voo, e percorrer rota conhecida em atividades ilícitas. Segundo a Força Aérea, o avião foi detectado durante uma operação rotineira de policiamento do espaço aéreo, e foi considerado suspeito. Todas as medidas legais de controle teriam sido adotas, incluindo o abate, visto que a aeronave tentou fugir para o país vizinho.

Jornal Midiamax