Polícia

Estudante dá calote e desaparece com R$ 10 mil da formatura de faculdade de Campo Grande

Há cinco meses, estudantes perceberam que o extrato apresentado pelo colega tinha irregularidades

Wendy Tonhati Publicado em 06/01/2015, às 12h56

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Há cinco meses, estudantes perceberam que o extrato apresentado pelo colega tinha irregularidades

Um estudante do curso de jornalismo da universidade Anhanguera-Uniderp, de Campo Grande é suspeito de dar um calote de R$ 10 mil nos colegas de sala. O estudante Leonardo Barbosa era o presidente da comissão de formatura e o responsável pelo dinheiro arrecadado para a festa de conclusão de curso. Há cerca de cinco meses, os estudantes perceberam que o extrato apresentado por ele tinha irregularidades, questionaram o colega e ele sumiu da faculdade.

Na última segunda-feira (5), sete estudantes registraram o boletim de ocorrência de apropriação indébita, que consiste em apropriar-se de coisa alheia, de que tem a posse. Ao todo, 29 estudantes que participariam da formatura foram vítimas do sumiço do dinheiro.

Segundo a acadêmica Gerciane Alves, além do presidente, outros alunos faziam parte da comissão e também teriam sido enganados por ele e não perceberam que havia coisas erradas nas contas.

A acadêmica explica que a conta corrente para depósito do dinheiro das mensalidades da formatura foi criada no começo de 2013. Em março de 2014, Leonardo afixou no mural da sala de aula um extrato bancário da conta da turma. Uma das colegas de sala, que é gerente de um banco, viu o comprovante e percebeu que havia taxas de movimentação do dinheiro. Ele teria sacado o dinheiro da sala, estourado o limite e ficado devendo para o banco, que cobrou taxas na movimentação.

Questionado, o rapaz não quis dar explicações. Foi feita uma reunião e no dia 22 de agosto do ano passado, ele foi destituído da comissão de formatura. Leonardo afirmou que devolveria os R$ 10 mil da turma após o feriado de 26 de agosto, mas depois voltou atrás e usou um clausula do estatuto da comissão de formatura, criado por ele mesmo, para postergar a devolução do dinheiro por mais 90 dias.

Leonardo ainda disse que contratou um advogado para se precaver e forneceu o nome do suposto defensor aos colegas. Porém , o nome do advogado não consta na OAB MS (Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul).

Ainda conforme a estudante, os colegas confiaram em Leonardo e esperaram mais três meses. Nesse tempo, ele não apareceu mais na faculdade, bloqueou colegas em todas as redes sociais e não atendeu legações. Já em dezembro, ele ligou para atual presidente da comissão de formatura e disse que não tinha o dinheiro. No fim do mesmo mês, Leonardo foi até faculdade e em uma reunião com os colegas e o coordenador do curso afirmou que não podia fazer mais nada.

Os acadêmicos esperaram passar o período de férias e foram até a delegacia de Polícia Civil, onde foram orientados pelo delegado a procurar o juizado para tentar resolver a situação e tentar reaver o dinheiro. Por problemas burocráticos, a turma não conseguiu ajuizar a ação e procurou novamente a autoridade policial nesta segunda.

Como não possuem a prestação de contas, recibos bancários e somente os recibos da mensalidade, os acadêmicos acreditam inclusive que o valor arrecadado possa ser maior, mas que não foram informados por Leonardo. O Jornal Midiamax tentou contato com o estudante por telefone, mas o celular dele está desligado.  

Jornal Midiamax