Polícia

Duas semanas após chacina que matou 5, polícia segue sem pistas de criminosos

O crime ocorreu dia 19 de outubro

Renata Portela Publicado em 03/11/2015, às 14h03

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O crime ocorreu dia 19 de outubro

A Polícia Civil de Paranhos, sob comando do delegado Fabrício Dias dos Santos, que também responde por Sete Quedas, continua com as investigações da chacina que ocorreu no dia 19 de outubro. Até o momento, não há novidades sobre o que pode ter motivado ou os responsáveis pela morte dos cinco rapazes, executados a tiros de pistola e fuzil.

O delegado responsável não quis comentar sobre o caso e a única informação é de que, até o momento, os autores dos homicídios não foram identificados e ninguém foi preso. O crime ocorreu duas semanas atrás, na frente de uma padaria, no centro de Paranhos. Na ocasião, mais de 100 tiros de pistola 9mm e fuzil 765 foram disparados contra sete rapazes que estavam no local.

Envolvimento com o PCC

O jornal ABC Color publicou uma matéria, um dia após o crime, sugerindo que a chacina pode ter sido um ataque do PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo informações do jornal paraguaio, há hipótese de que o ataque tenha sido comandado pelo PCC e pode desencadear uma guerra na região.

No dia 19, o site ABC Color relatou que o grupo criminoso estaria passando por sérios problemas financeiros e o alto comando teria liberado integrantes para cometerem assaltos e sequestros na região da fronteira. O jornal aponta que a principal causa da crise financeira do PCC seriam as grandes apreensões de drogas ocorridas nos últimos tempos na região da fronteira.

Relembre o caso

A chacina ocorreu em Paranhos, no centro da cidade, na Rua Marechal Deodoro. No local morreram três pessoas, Bruno Vieira de Oliveira, de 26 anos, Mohamed Youssef Neto, de 26 anos e Rodriga Silva, de 28 anos. No hospital morreram Arnaldo Andres Alderete Peralta, de 32 anos, e Denis Gustavo Gonçalves, de 23 anos.

Já Anderson Cristiano Betoni, de 27 anos, foi encaminhado junto com Diego Alderete Peralta, de 26 anos, irmão de Arnaldo, para Dourados. Anderson permanece na área vermelha do hospital e Diego teve uma perna amputada e também segue em estado grave.

De acordo com informações, homens que estavam em dois veículos atiraram contra as sete vítimas que estavam em uma padaria. Dois suspeitos chegaram a serem abordados por uma equipe da Força Nacional, mas foram liberados.

Jornal Midiamax