Polícia

Conselho vai apurar irregularidades de capitão da PM preso no Maranhão

Ele aguardava outro julgamento quando foi preso

Renata Portela Publicado em 06/10/2015, às 11h50

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Ele aguardava outro julgamento quando foi preso

Três policiais que integram o QOPM (Quadro de Oficiais Policiais Militares) passaram a constituir, desde segunda-feira (5), o Conselho de Justificação, que vai apurar possíveis irregularidades relativas à conduta do capitão da Polícia Militar Paulo Roberto Teixeira Xavier. O policial foi preso em 2009 por envolvimento com jogatina, em Campo Grande, e em 2013, enquanto ainda aguardava julgamento, foi preso novamente por posse irregular de arma de fogo e adulteração de veículo.

O conselho, aberto pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) mediante decreto, vai apurar a prisão do policial Paulo ocorrida no dia 13 de agosto deste ano, em Bom Jardim, no Maranhão. Na ocasião, ele foi flagrado observando um banco da cidade, em posse de uma pistola 380, sem registro, em uma caminhonete com placas alteradas.

Relembre o caso

De acordo com a delegada Isabella Batalha dos Santos, titular da Delegacia de Polícia Civil da cidade, Paulo foi visto por populares em atividades suspeitas na frente do banco e foi denunciado. No local, a polícia abordou Paulo e Sílvio Renato Maciel, de 49 anos.

Os dois estavam na caminhonete S-10 branca, com a placas alteradas por um pedaço de fita. Com o capitão foi encontrada ainda a pistola calibre 380, sem registro. Em depoimento o militar alegou que estava de licença por depressão e foi até a cidade para fazer um favor a um amigo.

“Ele negou que estava observando o banco, mas na máquina fotográfica que estava no carro encontrei fotos da rua do comércio de Bom Jardim e fotos em frente ao banco” disse a delegada. O capitão foi preso por posse ilegal de arma de uso permitido e alteração de sinal identificador de veículo.

Operação ‘Las Vegas’

Paulo Roberto Teixeira Xavier foi condenado a 7 anos de prisão em regime fechado por falsidade ideológica, por manter um estabelecimento comercial – o que é proibido para oficial – e corrupção passiva.

Na época, ele foi denunciado pelo Ministério Público durante a operação Las Vegas, realizada pela PF (Polícia Federal) e o GAECO (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado), como responsável pela logística e segurança da organização que explorava máquinas caça-níqueis na Capital.

O major da Polícia Militar, Sérgio Roberto de Carvalho, foi apontado como líder do esquema e acabou expulso da corporação. Com a quadrilha, foram apreendidos 18 veículos, um avião, 97 máquinas de caça-níqueis, R$ 77 mil, US$ 1,7 mil, computadores e notebooks.

Em 2011, o STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu habeas corpus ao capitão, que a essa altura já cumpria a pena em regime semiaberto. Desde então Xavier aguardava o julgamento em liberdade.

Jornal Midiamax