Polícia

Comissão de mulheres vai à DGPC pedir proteção a adolescentes

Medida depende do Conselho Tutelar, avisa delegado do caso

Midiamax Publicado em 29/04/2015, às 13h32

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Medida depende do Conselho Tutelar, avisa delegado do caso

A comissão criada para acompanhar as investigações de escândalo sexual em Campo Grande foi até a DGPC (Delegacia Geral de Polícia Civil) na manhã desta quarta-feira (29). O objetivo, segundo integrantes do colegiado, é garantir medidas de proteção às adolescentes envolvidas no caso, além de ampliar a fiscalização em motéis.

O grupo é formado pelo Conselho Municipal do Direito da Mulher, Comcex (Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Cometida contra Crianças e Adolescentes), Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pela Câmara Municipal, na ocasião representada pelas vereadoras Carla Stephanini (PMDB) e Thais Helena (PT).

Segundo a peemedebista, o grupo tem como missão “enfraquecer e desestimular” outras redes de exploração que possam estar atuando na cidade. Segundo ela, outros organismos públicos, como Conselho Tutelar e pastas de Assistência Social, de forma a saber como funciona a rede de proteção a adolescentes.

A vereadora também afirmou haver preocupação sobre as jovens envolvidas no caso em investigação. “Queremos saber como vai ser feito o encaminhamento dessas meninas, o que preocupa é que elas possam estar recebendo ameaça”, completa.

O delegado-titular da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), Paulo Sérgio Lauretto, disse que cabe ao Conselho Tutelar e outras entidades eventuais medidas de proteção às jovens. Na reunião desta manhã, ele disse ter apresentado informações acerca do trabalho policial e circunstâncias do inquérito.

No caso em questão, seriam pelo menos duas adolescentes envolvidas – há informações sobre uma terceira, sem envolvimento direto. Ambas teriam sido aliciadas a fazer programas sexuais com figuras públicas de Campo Grande, registrando em câmeras escondidas os encontros, material que, depois, seriam usados para chantagem e extorsão.

Durante esta investigação, o empresário Luciano Pageu, o funcionário dele Fabiano Viana Otero e o ex-vereador Robson Martins. Um dos ‘clientes’, Alceu Bueno, renunciou na terça-feira (28) ao cargo de vereador por conta de ter sido indiciado por favorecimento à exploração sexual, bem como o ex-deputado estadual Sérgio Assis – ambos teriam mantido encontro com as jovens.

Não há informações sobre o paradeiro das adolescentes. Consta que as duas seriam de municípios do interior de Mato Grosso do Sul.

Jornal Midiamax