Polícia

Com caso de escândalo sexual em sigilo, delator depõe por 4 horas no Gaeco

Promotores interrogaram Fabiano sobre esquema

Ludyney Moura Publicado em 30/04/2015, às 16h38

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Promotores interrogaram Fabiano sobre esquema

Preso na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), Fabiano Otero Viana, acaba de sair da sede do Gaeco (Grupo Armado de Combate ao Crime Organizado), no Parque dos Poderes, onde prestou depoimento acompanhado do seu advogado, Hamilton Ferreira de Almeida.

Fabiano chegou por volta das 9 horas da manhã desta quinta-feira (30) ao local, e e saiu pouco depois das 13. Ele foi descrito pelo titular da Depca, Paulo Sérgio Lauretto, como peça-chave no escândalo sexual que envolve políticos da Capital, uma vez que é apontado como responsável por orquestrar os encontros de potenciais clientes com as adolescentes, para depois obter vantagens financeiras.

“Com a delação que foi concedida, foi aplicado sigilo absoluto em torno do caso”, relatou ao Jornal Midiamax o advogado de Fabiano. O depoimento de hoje servirá como base para continuidade das investigações por parte do Gaeco. 

Hamilton afirmou ainda que não deverá tentar, ao menos nas próximas horas, a liberação de seu cliente da prisão.

“Por enquanto ainda não, vou esperar mais algum tempo para ver o andamento do caso, para depois decidir os passos a serem tomados”, explicou o advogado.

Delação

O acordo de delação premiada foi homologado pela juiz da 7ª Vara Criminal de Campo Grande, Marcelo Ivo de Oliveira, garantindo a Fabiano benefícios para auxiliar as autoridades a investigarem o envolvimento de mais pessoas no esquema.

Os benefícios podem incluir redução da pena e ate absolvição completa. Fabiano, segundo o advogado dele, Hamilton Ferreira de Almeida, teria mais nomes de ‘clientes’ que teriam participado de programas sexuais com três jovens. Pelo menos dez pessoas estariam implicadas e a maioria seria de políticos.

Um inquérito já foi concluído pela Depca, terminou com o indiciamento de cinco pessoas por crime de favorecimento à prostituição, entre elas o agora ex-vereador Alceu Bueno (PSL) e o ex-deputado Sérgio Assis (ex-PSB).

Jornal Midiamax